O Desafio das Eleições: O Que Esperar do Segundo Turno?
A poucos dias do segundo turno das eleições, tanto Lula quanto Flávio Bolsonaro se encontram em uma situação delicada, tentando buscar consolo e esperança em meio aos números que cercam a votação. A conversa em torno de Lula (PT) gira em torno dos 33,4 milhões de eleitores que se ausentaram no primeiro turno, o que representa um número significativo, especialmente considerando a vantagem de apenas 2,2 milhões que Flávio (PL) possui. Para cada voto que Flávio conquistou, existem muitos eleitores que não se manifestaram, e isso gera uma expectativa no ar.
É compreensível que ambas as campanhas tentem ver os eleitores ausentes como uma oportunidade. No entanto, a realidade é que os dados sugerem que essa esperança pode ser um pouco ingênua. Olhando para a história, a abstenção tem crescido em seis dos sete segundos turnos presidenciais desde 1989, com uma média de aumento perto de dois pontos percentuais. Em 2010, esse aumento chegou a ser superior a três pontos. A única exceção, uma pequena queda de 0,36 ponto, aconteceu em 2022.