Vitamina D: Sinais de perigo a que deve estar atento

A vitamina D é um daqueles nutrientes que a gente só vai perceber o quanto é importante quando começa a faltar. E, na real, ela é essencial pra várias coisas no nosso corpo, tipo a saúde da pele, dos ossos e até a nossa saúde mental. Quando os níveis dela estão baixos, pode ser que apareçam problemas de saúde que vão muito além de uma simples sensação de cansaço.

A endocrinologista Fernanda Machado, que falou sobre isso no portal Saúde em Dia, destaca que a vitamina D é fundamental pro sistema imunológico. E quando a gente não tem o suficiente, o corpo fica mais vulnerável a infecções e a outros sintomas que mostram que a imunidade tá baixa. Sabe aquele resfriado que parece não passar? Pode ser uma dessas consequências.

Mas o pior é que os sinais de falta de vitamina D podem ser bem sutis ou até confundidos com outras coisas. A médica alerta que, por exemplo, a queda de cabelo, especialmente nas mulheres, pode ser um sintoma importante. Além disso, sintomas depressivos, como aquela tristeza sem motivo aparente ou o desânimo extremo, também podem estar relacionados à deficiência dessa vitamina.

O problema não para por aí, não. A carência de vitamina D também tá ligada a doenças mais graves, como doenças inflamatórias do intestino, doenças autoimunes, problemas cardiovasculares e até doenças neurodegenerativas, que afetam o cérebro. Sem contar que a falta de vitamina D pode acelerar a perda óssea, e com o tempo isso pode levar a quadros de osteoporose, aumentando o risco de fraturas, o que é um baita problema, principalmente com o passar dos anos.

A boa notícia é que a gente consegue obter vitamina D de várias formas. A principal, e talvez mais conhecida, é pela exposição ao sol. A nossa pele é capaz de sintetizar a vitamina D quando recebe a luz solar, principalmente os raios ultravioleta. Só que, dependendo da cor da pele, esse processo pode ser mais difícil. Peles mais escuras, por exemplo, têm mais dificuldade em sintetizar a vitamina D. Mas em média, uma exposição ao sol de uns 15 minutos, com intensidade de raios UV entre 4 e 5, já é suficiente pra ativar a vitamina na pele. Então, bora aproveitar um solzinho, né?

Mas, claro, também podemos contar com a alimentação. Alguns alimentos são boas fontes de vitamina D, como o óleo de fígado de bacalhau (que lembra a infância de muita gente, né?), peixes gordos, leite e seus derivados, iscas de fígado, cogumelos e até algumas leveduras. Ou seja, dá pra dar uma ajudinha pro corpo com a alimentação, sem depender só do sol.

A questão é que, muitas vezes, a gente não percebe que tá com essa deficiência até que o problema apareça de forma mais grave. E, se for o caso, o melhor é procurar um médico pra fazer os exames necessários e ajustar a alimentação ou até fazer reposição, se for indicado.

O mais importante é entender que a vitamina D não é só uma “vitaminazinha” qualquer. Ela tá envolvida em várias funções do corpo, e o que parece ser um simples cansaço ou desânimo pode, na verdade, ser um alerta do corpo. Então, vale a pena ficar de olho nos sinais e não deixar pra lá.



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