Vídeo: Repórter da Globo é obrigado a encerrar transmissão em meio a xingamentos no RS

No decorrer da cobertura das fortes chuvas que massacra o estado do Rio Grande do Sul, um profissional de imprensa da emissora Globo se viu obrigado a encerrar uma transmissão ao vivo devido a um coro de ofensas vindos do público presente. O episódio ocorreu no decorrer do Jornal vespertino, programa da RBS, afiliada da Globo na região sul.

Enquanto o repórter tentava conversar com um voluntário em um abrigo no município de Canoas, populares ao fundo começaram a gritar “Globo Lixo”. Um dos presentes até mesmo incentivou outros a se juntarem ao protesto contra a emissora de Roberto Marinho.

Diante da situação, o jornalista se viu impossibilitado de dar continuidade à entrevista e decidiu paralisar a transmissão, prometendo retornar após uma possível organização do ambiente. “A gente vai organizar aqui melhor e daqui a pouco a gente volta a conversar com o pessoal que está um pouco incomodado com a situação”, disse ele ao chamar o estúdio novamente.

Diante o episódio em questão, os apresentadores do telejornal não esconderam a revolta com o ocorrido, evidenciando a tensão gerada pelo episódio.

Confira na íntegra abaixo:

Pai choca ao relatar como salvou filha de oito dias durante enchente do RS

O estado do Rio Grande do Sul permanece sendo castigado com as consequências das fortes chuvas que tomaram conta do estado, provocando alagamentos e destruição por todo o estado. Marcelo Cosme, jornalista da Globonews, entrevistou nesta quarta-feira (8) um homem identificado como Patrick, que estava num abrigo de Porto Alegre e contou como salvou a vida da filha, Lara, de apenas oito dias.

“Tivemos que tirar ela do segundo andar da casa. Tive que usar aquela mochila ali. Eu coloquei ela dentro, forrei para que ela não se machucasse, para que ficasse segura. Aí eu abracei a mochila com uma mão e usei a outra para me locomover”, contou o pai da criança.

“Foi o jeito que você viu que tinha como salvar a Lara porque a água passava do telhado”, comentou o repórter. “Foi o único jeito, não tinha o que fazer, era muita água. Ela é muito pequeninha, se ela caísse dentro da água… Uma criança um pouco maior até poderia sobreviver, mas se ela caísse, não ia ter o que fazer. Então foi o único jeito, usar a mochila para pelo menos ter segurança para passar por cima do telhado”, disse o homem.

“Ele tá muito preocupado com o pós, o que vai acontecer. Você sabe como vai voltar para casa? Que casa você tem? O que você tem?”, indagou Marcelo. “A gente não tem nada. A água tomou conta de toda a casa. A água passou a casa. A gente já passou por duas enchentes, as outras duas não foram tão agressivas assim. A gente conseguiu chegar em casa e já recomeçar, só que agora a gente não tem nada”, lamentou Patrick.

De acordo com o último boletim da Defesa Civil do Rio Grande do Sul, são 107 pessoas que perderam suas vidas, 754 feridas e 134 desaparecidas em função da catástrofe. 395,6 mil moradores da região estão fora de casa, sendo 68.519 em abrigos e 327.105 desalojadas.



Recomendamos