A noite da última segunda-feira (27) terminou de forma triste em Vitorino Freire, no interior do Maranhão. O prefeito da cidade, Ademar Magalhães, conhecido popularmente como Fogoió, faleceu após passar mal durante um evento religioso. Ele tinha 61 anos e, segundo informações iniciais, sofreu um infarto enquanto participava de uma programação na Igreja Assembleia de Deus, algo que ninguém ali esperava que fosse acontecer daquele jeito, tão de repente.
Quem estava presente relata que o clima mudou em segundos. O que era um momento de fé e reunião virou tensão. A ex-prefeita Luanna Rezende, que também é médica, estava no local e rapidamente tentou ajudar. Ela fez ali mesmo os procedimentos de reanimação cardiopulmonar, tentando manter o prefeito consciente até a chegada do atendimento especializado. Foram minutos angustiantes, daqueles que parecem horas.
Logo depois, uma equipe do Samu chegou e levou Ademar para o Hospital Municipal Dr. Francisco Ribeiro. Mesmo com todo o esforço, infelizmente ele não resistiu. A notícia se espalhou rápido pela cidade e pegou muita gente de surpresa. Em cidades menores, como Vitorino Freire, figuras públicas como o prefeito acabam sendo muito próximas da população, então o impacto é ainda maior.
A Prefeitura divulgou uma nota oficial ainda na madrugada, decretando luto de três dias. Quem assume agora é a vice-prefeita, Gabi Viana. No comunicado, a gestão destacou o trabalho de Ademar, lembrando que ele era visto como um gestor dedicado, alguém que realmente se preocupava com a cidade. Claro, toda nota oficial tem um tom mais formal, mas dá pra perceber que havia um certo respeito pela trajetória dele.
E falando nisso, Ademar estava no seu primeiro mandato como prefeito, eleito em 2024 com pouco mais de 62% dos votos válidos. Antes disso, ele já tinha experiência na política, atuando como assessor parlamentar do deputado federal Juscelino Filho. Ou seja, não era um novato total, já conhecia os bastidores, mas ainda assim estava começando sua caminhada à frente do município.
O governador do Maranhão, Carlos Brandão, também se manifestou nas redes sociais. Em mensagem publicada, ele lamentou a morte do prefeito e destacou a parceria entre eles. Disse que era uma perda não só pessoal, mas também política, já que Ademar era considerado um aliado. Esse tipo de manifestação é comum, mas ainda assim mostra como o episódio repercutiu além da cidade.
O velório está acontecendo nesta terça-feira (28), no mesmo local onde tudo começou, a Igreja Assembleia de Deus. Já na quarta-feira (29), está prevista uma missa às 7h em uma igreja católica da cidade, seguida de cortejo até o cemitério municipal. A expectativa é de que muita gente participe, afinal, independente de política, momentos assim costumam unir a população.
Ademar deixa a esposa, Leda, e duas filhas, Jackeline e Larissa. E aí, no fim das contas, fica aquele sentimento meio difícil de explicar. Não é só sobre política ou gestão, mas sobre uma vida que se encerra de forma inesperada. Quem convivia de perto sente mais, claro, mas até quem só acompanhava de longe acaba sendo impactado.
Casos assim também servem como alerta. Problemas cardíacos continuam sendo uma das principais causas de morte no Brasil, e muitas vezes acontecem sem aviso claro. É aquele tipo de notícia que faz a gente parar um pouco e pensar, mesmo que por pouco tempo, na correria do dia a dia.
Enfim, Vitorino Freire vive agora dias de luto e despedida. A cidade segue, como sempre segue, mas com uma ausência que vai ser sentida por um bom tempo.