Vídeo: Passageiro tenta abrir porta de avião prestes a decolar em Guarulhos

Se tem uma coisa que ninguém quer enfrentar ao viajar de avião, é um atraso inesperado — ainda mais quando ele acontece por um motivo inusitado. Foi exatamente isso que ocorreu na noite desta terça-feira (25), no Aeroporto Internacional de Guarulhos, quando um passageiro causou um verdadeiro caos a bordo ao acionar, sem necessidade, o escorregador inflável de emergência de um avião da Latam.

O voo, que deveria partir para Salvador, acabou atrasando mais de quatro horas, obrigando os passageiros a esperar por uma nova aeronave. Para piorar a situação, a Polícia Federal precisou intervir para conter o responsável pelo incidente, que foi desembarcado antes da decolagem.

Ação inesperada e confusão a bordo

O Airbus A321neo da Latam já estava posicionado para a decolagem quando um passageiro, sem qualquer aviso, se levantou e abriu a porta traseira da aeronave. Com isso, o escorregador de emergência foi automaticamente acionado, criando uma situação inesperada e obrigando a tripulação a reagir imediatamente.

O clima dentro do avião ficou tenso. Afinal, um escorregador inflável de emergência não é algo que se abre por engano. Ele é projetado para evacuações rápidas e, quando ativado, torna a aeronave incapaz de decolar até que os procedimentos de segurança sejam seguidos. Com isso, não houve outra alternativa senão solicitar o apoio da Polícia Federal para retirar o passageiro e reacomodar os demais viajantes.

Troca de aeronave e reprogramação do voo

A ativação indevida do escorregador obrigou a Latam a trocar de aeronave, já que a estrutura do avião foi comprometida e não poderia ser utilizada sem uma revisão completa. Por isso, o voo LA3180, que deveria decolar às 23h45, só conseguiu partir às 3h41. O pouso em Salvador ocorreu às 5h20 da quarta-feira (26), mais de quatro horas depois do previsto.

Essa mudança de planos gerou uma grande frustração entre os passageiros, que tiveram de lidar com a espera durante a madrugada. Para quem tinha compromissos cedo ou dependia de conexões, o atraso representou um grande transtorno.

Posicionamento da Latam

A Latam se manifestou sobre o ocorrido por meio de uma nota oficial, explicando a necessidade da troca de aeronave e a ação da Polícia Federal para desembarcar o passageiro responsável pelo incidente.

“A LATAM Brasil informa que solicitou apoio da Polícia Federal antes da decolagem do voo LA3180 (São Paulo/Guarulhos-Salvador) da última terça-feira (25/2) para realizar o desembarque de um passageiro após comportamento indisciplinado, por ter acionado a escorregadeira inflável traseira da aeronave.

Por conta do ocorrido, houve a necessidade de troca da aeronave, e o voo, inicialmente previsto para decolar às 23h45, partiu às 3h41. A viagem prosseguiu normalmente, e a aeronave pousou às 5h20 da quarta-feira (26/2) em segurança em seu destino final.

A LATAM lamenta os transtornos causados e reitera que adota todas as medidas de segurança, técnicas e operacionais para garantir uma viagem segura para todos.”

A empresa não informou se o passageiro enfrentará penalidades legais, mas, considerando o impacto da sua ação, é possível que ele seja responsabilizado pelo prejuízo causado.

Consequências e penalidades possíveis

Embora casos como esse não sejam comuns, quando acontecem, podem gerar consequências sérias para quem os provoca. Acionar um escorregador de emergência sem necessidade pode ser considerado um ato de indisciplina grave dentro da aviação civil. Dependendo do caso, o passageiro pode enfrentar multas e até processos judiciais por prejuízos operacionais e transtornos causados à companhia e aos demais passageiros.

Além disso, a pessoa envolvida pode ser incluída em listas de restrição de companhias aéreas, dificultando futuras viagens. Nos Estados Unidos, por exemplo, ações semelhantes já levaram a proibições permanentes em determinadas empresas. No Brasil, as penalidades variam conforme a investigação das autoridades competentes.

Conclusão: um atraso que poderia ser evitado

Incidentes como esse mostram como atitudes impensadas podem gerar uma série de problemas, não apenas para o passageiro responsável, mas para todos os envolvidos no voo. O atraso de mais de quatro horas, a necessidade de troca de aeronave e o desgaste dos passageiros são apenas algumas das consequências de uma ação que poderia ter sido evitada.

Enquanto a Latam segue lidando com os procedimentos internos para resolver a questão, fica o alerta para os viajantes: dentro de um avião, seguir as regras e respeitar as normas de segurança não é apenas uma recomendação — é essencial para garantir que todos cheguem ao destino sem contratempos.



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