Nos últimos dias, um boato pesado tomou conta das redes sociais: muita gente acreditou que Maria Eduarda, mais conhecida como Penélope, teria morrido durante a megaoperação policial nos complexos da Penha e do Alemão, no Rio de Janeiro. A notícia se espalhou rápido, como quase tudo na internet, e em poucas horas já tinha gente jurando que ela era uma das vítimas da ação. Só que a própria influenciadora apareceu para colocar um ponto final nessa história.
Em um vídeo postado no Instagram, Maria Eduarda surgiu visivelmente irritada, mas tranquila, e falou com todas as letras: “Boatos que eu tinha morrido. Então, eu tô viva. Isso tudo foi o que a internet criou.” A frase, simples, acabou virando o resumo de um episódio que mostra o quanto as redes podem distorcer qualquer coisa em questão de minutos.
A confusão começou quando imagens de um corpo que teria sido encontrado durante a operação começaram a circular como se fossem dela. Vários perfis replicaram a foto dizendo que se tratava de “Penélope, a Japinha do CV”, um apelido que, segundo a própria, nunca pertenceu a ela. “Essa tal de Japinha que estão falando aí… não sou eu. Essa menina não existe”, afirmou, visivelmente chateada com a situação.
A influenciadora ainda aproveitou o momento pra mandar um recado mais pessoal, dizendo que tem coisas da sua vida que prefere deixar no passado. “Tem coisas que eu não quero mais trazer pra minha vida hoje em dia. O que passou, passou.” A fala, curta mas sincera, marcou a primeira vez que ela se manifestou publicamente depois da confusão toda.
Pouco tempo depois, a Polícia Civil do Rio de Janeiro soltou uma nota confirmando que, de fato, não havia nenhuma vítima feminina na operação. O corpo mostrado nas redes era, na verdade, de um homem identificado como Ricardo Aquino dos Santos, de 22 anos, natural da Bahia, que tinha dois mandados de prisão em aberto. A corporação reforçou que a foto estava sendo usada de maneira equivocada e que os boatos sobre a “morte da influenciadora” eram completamente falsos.
Mesmo assim, o nome “Japinha do CV” continuou rondando os grupos de WhatsApp e páginas de fofoca. Fotos de uma mulher com roupas camufladas e segurando uma arma foram usadas pra dar força à história, mas tudo indica que eram imagens antigas ou até mesmo montagens. Depois da checagem da polícia e da própria Penélope desmentindo, ficou claro que a história não passava de mais uma fake news – dessas que surgem sem dono, mas causam estrago de verdade.
No vídeo, Maria Eduarda disse que esperou o tempo certo pra se pronunciar. “Oficialmente, é a primeira vez que venho falar sobre isso”, afirmou. Segundo ela, nem ela nem sua família tiveram qualquer participação na propagação dessas informações. “Meu nome é Maria Eduarda, mas muita gente me conhece como Penélope. Esse apelido aí, ‘Japinha’, não tem nada a ver comigo”, reforçou.
Ela encerrou o vídeo dizendo que quer apenas seguir em frente. “Essas coisas me fizeram pensar. Quero focar em mim, em trabalhar, em recomeçar. O resto, deixo pra lá.” A fala emocionou seguidores que acompanharam toda a confusão.
O caso acabou servindo como mais um exemplo do quanto a internet anda perigosa quando o assunto é informação. Em tempos em que qualquer vídeo pode virar “prova”, a história de Penélope mostra que uma mentira, se contada muitas vezes, parece verdade pra muita gente. Agora, ela tenta reconstruir sua imagem, longe das polêmicas e, principalmente, dos rótulos que a web insiste em criar.
Confira: