O senador Flávio Bolsonaro (PL-SP) se manifestou nesta terça-feira (23) depois que veio a público a informação de que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) cancelou a entrevista que daria ao portal Metrópoles. A decisão pegou muita gente de surpresa, principalmente apoiadores que aguardavam ansiosos para ouvir o ex-presidente falar, depois de dias de silêncio e especulações nos bastidores da política.
Em um vídeo curto, gravado de forma simples e direta, Flávio explicou que o cancelamento tem relação direta com o estado de saúde do pai. Segundo ele, Jair Bolsonaro está na iminência de passar por uma nova cirurgia, o que naturalmente acaba afetando sua disposição no dia a dia. “Tem dia que ele acorda bem, tem dia que ele acorda pior”, disse o senador, com um tom visivelmente preocupado.
Flávio ressaltou que esta terça-feira pode ter sido um desses dias mais difíceis. “Hoje pode ter sido um dia que ele acordou mais indisposto”, afirmou. A fala foi suficiente para acender ainda mais debates nas redes sociais, onde apoiadores passaram a compartilhar mensagens de apoio e críticas também surgiram, como já virou rotina quando o nome Bolsonaro entra em cena.
O senador aproveitou o vídeo para fazer um apelo direto. Pediu que as pessoas continuem orando não só pela recuperação do ex-presidente, mas também pela família e pelo Brasil. A declaração teve forte repercussão entre eleitores mais fiéis, especialmente aqueles que costumam ver Jair Bolsonaro como uma figura central da direita brasileira, mesmo fora do cargo.
Flávio também comentou que entende a frustração de quem estava com saudade de ouvir a voz do pai. Segundo ele, muitas pessoas demonstraram isso nas mensagens que a família tem recebido. Ainda assim, reforçou que, neste momento, a prioridade absoluta é a saúde. “A saúde dele vem em primeiro lugar”, frisou, tentando colocar um ponto final nas especulações de cunho político sobre o cancelamento.
Mais cedo, o próprio Jair Bolsonaro comunicou a decisão por meio de um bilhete escrito à mão. No texto, curto e objetivo, ele informou que não concederia a entrevista “por questões de saúde”. O gesto, simples mas simbólico, acabou chamando atenção justamente por reforçar a ideia de fragilidade física do ex-presidente, algo que costuma gerar tanto empatia quanto desconfiança entre críticos.
Vale lembrar que a entrevista ao Metrópoles só havia sido possível após autorização do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedida na última quinta-feira (18). Esse detalhe deu ainda mais peso político ao cancelamento, já que se tratava de uma rara oportunidade de Bolsonaro falar com a imprensa em meio a restrições judiciais e investigações ainda em andamento.
Nos bastidores de Brasília, o clima é de cautela. Aliados evitam cravar prazos para uma eventual retomada da agenda pública do ex-presidente, enquanto adversários observam cada movimento com lupa, tentando interpretar sinais e consequências políticas. O fato é que, goste-se ou não dele, Jair Bolsonaro continua sendo uma figura que mobiliza paixões, debates acalorados e manchetes quase diárias.
Continuem orando pelo presidente @jairbolsonaro pic.twitter.com/vq5PzUv9Rp
— Flavio Bolsonaro (@FlavioBolsonaro) December 23, 2025
Por ora, o que fica é a mensagem deixada por Flávio: paciência e orações. Em um cenário político já tão tenso e polarizado, a saúde do ex-presidente acaba se tornando mais um elemento que mistura o pessoal com o público, o humano com o político. E, como de costume, o Brasil segue acompanhando tudo de perto, comentando, opinando e, claro, se dividindo.