Na última sexta-feira, dia 11 de abril, o senador Flávio Bolsonaro, que também já se coloca como pré-candidato à Presidência da República, voltou a falar sobre economia — e dessa vez foi direto ao ponto. Durante um evento em Porto Alegre, ele disse que, caso vença as eleições, pretende começar o governo mexendo logo em algo que pesa no bolso de todo mundo: os impostos.
O cenário não é novo, né… mas o discurso chama atenção porque vem em um momento em que o tema da carga tributária voltou com força nas redes sociais e até em rodas de conversa mais comuns. Participando do Fórum da Liberdade, evento organizado pelo Instituto de Estudos Empresariais, Flávio respondeu perguntas do público e aproveitou pra reforçar uma crítica que já vem fazendo há algum tempo.
Segundo ele, o modelo atual simplesmente não funciona como deveria. E foi enfático, sem rodeios: disse que é urgente rever a reforma tributária. Na visão do senador, o Brasil hoje carrega um peso tributário “absurdo”, chegando até a mencionar que o país teria uma das maiores taxas de IVA do mundo. Pode até parecer exagero pra alguns, mas é o tipo de fala que encontra eco fácil em parte da população.
Ele ainda completou dizendo que o caminho, na opinião dele, é reduzir impostos. Não só ajustar aqui e ali, mas cortar mesmo. Claro que isso levanta várias discussões — afinal, mexer em arrecadação impacta diretamente serviços públicos —, mas o discurso dele foi bem focado na ideia de aliviar o contribuinte.
Um dos pontos mais específicos citados por Flávio Bolsonaro foi a taxação de 12% sobre a exportação de petróleo bruto. Essa medida, segundo ele, teria sido criada por meio de uma decisão provisória durante o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. E aí veio outra crítica forte: ele classificou essa cobrança como “absurda”.
Na prática, o senador argumenta que esse tipo de imposto pode acabar prejudicando a competitividade do Brasil no mercado internacional. E não é só opinião política não — esse tipo de debate envolve economia pesada, mercado global, preço do petróleo e até relação com investidores estrangeiros.
Outro detalhe que ele trouxe, e que muita gente talvez nem estivesse acompanhando, é que algumas decisões judiciais recentes acabaram beneficiando empresas do setor, concedendo isenções temporárias dessa cobrança. Ou seja, enquanto o tema ainda está sendo discutido, já existem brechas e disputas acontecendo nos bastidores.
O clima do evento, aliás, foi bem típico desses fóruns econômicos: perguntas diretas, respostas rápidas e aquele tom meio técnico misturado com posicionamento político. Em alguns momentos, Flávio tentou simplificar o discurso, falando de forma mais acessível, quase como se estivesse conversando com o cidadão comum — o que, querendo ou não, faz diferença na forma como a mensagem chega.
Agora, se essas promessas vão sair do papel… aí já é outra história. Política tem dessas coisas, né. Entre o que se fala em campanha e o que realmente acontece depois, existe um caminho longo, cheio de negociações, pressão e ajustes.
Mesmo assim, o fato é que o tema impostos deve continuar no centro do debate nos próximos meses. E declarações como essa ajudam a esquentar ainda mais o cenário político, principalmente com o país já entrando em clima pré-eleitoral.
No fim das contas, o discurso de cortar impostos sempre chama atenção. Mas também levanta dúvidas — e talvez seja exatamente aí que mora a discussão mais importante.
Confira:
🚨URGENTE – Flávio Bolsonaro diz que a primeira medida em meu governo será cortar impostos e rever reforma tributária
— SPACE LIBERDADE (@NewsLiberdade) April 11, 2026
“A reforma tributária precisa ser atualizada urgentemente! Uma carga tributária absurda” pic.twitter.com/ao05L7rOJq