Vídeo: Erika Hilton gera polêmica ao fazer forte comentário sobre igrejas evangélicas

A deputada federal Erika Hilton, do PSOL de São Paulo, participou nesta segunda-feira (30) do tradicional programa Roda Viva, exibido pela TV Cultura, e acabou entrando no centro de uma polêmica daquelas que dominam as redes sociais rapidinho.

Durante a entrevista, que já vinha num tom mais sério, ela foi questionada sobre investigações envolvendo instituições religiosas e possíveis fraudes financeiras. Foi aí que o clima mudou. Sem citar nomes diretamente, a parlamentar resolveu falar de forma mais dura — e até um pouco inesperada — sobre a atuação de certos líderes religiosos no Brasil.

Erika, que atualmente preside a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher na Câmara, não economizou nas palavras. Em determinado momento, ela soltou uma frase que repercutiu bastante: chamou alguns desses líderes de “cafetões da fé”. A expressão, forte e carregada, pegou muita gente de surpresa, inclusive quem assistia ao programa ao vivo.

Pra quem não entendeu na hora, “cafetão” é um termo usado de forma pejorativa pra se referir a quem explora outras pessoas, geralmente no contexto de exploração sexual. Quando ela adiciona “da fé”, a crítica ganha outro peso — indicando, na visão dela, pessoas que se aproveitam da crença e da fragilidade emocional de fiéis para benefício próprio. É uma acusação séria, diga-se de passagem.

E não parou por aí. Em outro trecho da entrevista, a deputada fez quase que um desabafo: disse que a sociedade precisa “despertar” desse tipo de liderança. Segundo ela, existe uma diferença clara entre quem exerce a fé de forma legítima e quem estaria apenas interessado em lucrar com isso. Foi um momento que, sinceramente, dividiu opiniões — tem gente que concordou na hora, mas também teve quem achou exagerado.

Um dos pontos que ela trouxe como exemplo foi o caso envolvendo o chamado Banco Master. Sem entrar em muitos detalhes técnicos (até porque o assunto ainda está sendo investigado), Erika mencionou a ligação de uma igreja com uma fintech associada ao escândalo. Esse tipo de relação, segundo ela, já seria um indicativo de como algumas instituições religiosas estariam se misturando com interesses financeiros de forma questionável.

“Uma igreja que tem banco, uma igreja que tem fintech… isso já diz muito”, comentou. A fala, claro, caiu como uma bomba nas redes sociais. Em poucos minutos, o nome dela já estava circulando em vários debates, tanto no X (antigo Twitter) quanto em grupos de WhatsApp.

Aliás, esse tipo de discussão não é exatamente novo no Brasil. Nos últimos anos, tem crescido o debate sobre o papel de igrejas, especialmente as evangélicas, na política e também na economia. Casos envolvendo dinheiro, influência e poder acabam sempre gerando desconfiança — mesmo que nem todos sejam comprovados.

Ao mesmo tempo, é importante lembrar que o país tem milhões de fiéis que frequentam igrejas sérias, com trabalhos sociais relevantes. Ou seja, a fala da deputada acaba sendo vista por alguns como generalização, o que também ajudou a aumentar ainda mais a repercussão negativa.

No fim das contas, o que era pra ser apenas mais uma entrevista virou um dos assuntos mais comentados do dia. Erika Hilton, goste ou não do estilo dela, conseguiu colocar mais uma vez um tema sensível no centro do debate público. E, como costuma acontecer nesses casos, a discussão deve continuar pelos próximos dias — ou até semanas, dependendo do rumo que isso tomar.

Confira:



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