Três turistas sul-coreanos estão sendo procurados pela polícia da Tailândia após o incêndio que destruiu parte do hotel The Ember, em Bangkok, na noite do último domingo, 29. A tragédia resultou na morte de três pessoas, incluindo uma brasileira de 24 anos. Segundo informações do jornal tailandês Khaosod, o fogo teria começado no quarto 511, onde os coreanos estavam hospedados.
Detalhes sobre o incêndio
As autoridades locais afirmaram que o incêndio teve início no quinto andar do hotel, mais especificamente no quarto mencionado. Durante a inspeção, uma cama danificada foi identificada como possível foco das chamas. No entanto, até o momento, não foram divulgados os nomes nem as idades dos turistas coreanos investigados.
O chamado de emergência foi feito às 21h21, no horário local, e os bombeiros chegaram em apenas cinco minutos. Apesar da resposta rápida, o incêndio provocou pânico entre os 75 hóspedes, forçando 34 deles a subirem para o telhado do edifício para escapar da fumaça. Felizmente, a estrutura de seis andares do prédio permaneceu intacta, conforme relatado pelo presidente do Instituto de Engenharia da Tailândia, Amorn Pimanmas.
Os sobreviventes foram transferidos para outros hotéis na área de Pratunam. Vale destacar que o The Ember, localizado no distrito de Bang Lamphu, recebeu sua licença de funcionamento em 2020, mas só começou a operar em abril de 2022. Apesar de possuir duas saídas de emergência e extintores de incêndio em boas condições, o incidente expôs falhas nos protocolos de segurança.
As vítimas da tragédia
Entre os três mortos, está a brasileira Carolina Canales, médica de 24 anos, que perdeu a vida devido à inalação de fumaça. Carolina estava de férias na Tailândia com o noivo, Fernando Ressurreição, estudante de medicina de 26 anos. O casal havia ficado noivo poucos dias antes do incidente.
De acordo com relatos divulgados pela CNN Brasil, Fernando conseguiu escapar ao saltar por uma janela do prédio, mas fraturou a perna e segue internado, ainda em estado de choque. O casal se desencontrou durante a confusão gerada pela fumaça. Eles haviam saído juntos do quarto, mas, desorientados, acabaram se separando.
Os outros dois mortos foram identificados como um turista ucraniano, conhecido pelo sobrenome Tuzov, e um norte-americano chamado Freeman.
Uma perda sentida no Brasil
A morte de Carolina abalou não apenas sua família, mas também a comunidade médica de Palmeira dos Índios, em Alagoas, onde ela nasceu. Carolina era filha da médica Lara Daniela Canales e neta de Helenilda Canales, ambas atuantes na área da saúde na região.
O Sindicato dos Médicos de Alagoas (Sinmed-AL) emitiu uma nota de pesar, lamentando profundamente a perda da jovem. Já o Governo de Alagoas afirmou estar em contato com os familiares e com a embaixada brasileira na Tailândia para prestar todo o suporte necessário.
O resgate e as imagens nas redes sociais
Os esforços de resgate, que salvaram 47 pessoas, foram amplamente registrados em vídeos que circularam nas redes sociais. As imagens mostram bombeiros utilizando escadas e cordas para retirar os hóspedes do prédio em chamas.
Sukanya Pipattanasuk, diretora do hotel, revelou que a maioria das acomodações estava ocupada por estrangeiros no momento do incidente. Apesar das tragédias individuais, muitos hóspedes conseguiram escapar graças à ação rápida das equipes de emergência.
O que acontece agora?
As investigações continuam em ritmo acelerado. A polícia tailandesa está em busca dos três turistas sul-coreanos para entender exatamente como o incêndio começou. Embora o quarto 511 tenha sido identificado como ponto de origem, ainda não está claro se o fogo foi causado por negligência, um acidente ou algum outro motivo.
A tragédia reacende o debate sobre segurança em hotéis e prédios turísticos na Tailândia, um país que atrai milhões de visitantes todos os anos. Apesar das regulamentações, incidentes como esse levantam preocupações sobre a fiscalização e a real aplicação das normas de segurança.
No final, o incêndio no The Ember não foi apenas uma tragédia local, mas uma lembrança de como vidas podem ser alteradas para sempre em questão de minutos. Para as famílias das vítimas, a dor é insuperável; para os sobreviventes, o trauma será duradouro. E para o resto do mundo, fica a lição de que a segurança nunca deve ser negligenciada, principalmente em lugares onde o risco pode estar escondido em detalhes aparentemente insignificantes.