Uma manhã que deveria ser de passeio e comemoração terminou em tragédia neste sábado (8), no Rio de Janeiro. Um helicóptero que realizava um voo panorâmico caiu na região da Floresta da Tijuca, próximo ao mirante da Vista Chinesa, no Alto da Boa Vista. Logo depois da queda, a aeronave explodiu, deixando quatro pessoas mortas.
Segundo as informações divulgadas após o acidente, estavam a bordo o piloto Alessandro Rocha e três turistas colombianas. As vítimas eram mulheres de uma mesma família e pertenciam a três gerações: Rocio Cubillos, de 59 anos, Wendy Manrique, de 37, e Sofia Murillo, de 17 anos.
O passeio tinha como objetivo mostrar alguns dos principais pontos turísticos do Rio vistos do alto. A previsão era de que o voo durasse cerca de 20 minutos. No entanto, a aeronave caiu pouco tempo depois da decolagem, em uma área de mata fechada e de difícil acesso.
O Corpo de Bombeiros foi chamado pouco depois das 11h. Para chegar ao local, as equipes precisaram enfrentar um terreno bastante complicado, com vegetação, encostas íngremes e regiões próximas a precipícios. Ao todo, a operação contou com cerca de 40 militares, 11 viaturas e quatro unidades operacionais.
Os corpos das quatro vítimas foram retirados da região pelos bombeiros. De acordo com as informações sobre o resgate, eles foram encontrados carbonizados após o incêndio provocado pela queda da aeronave.
A viagem da família colombiana tinha ainda um motivo especial. Elas estavam no Rio de Janeiro para comemorar o aniversário de 15 anos de outra neta de Rocio. Victor Manrique, filho de Rocio, estava acompanhado da esposa, Daniela Castañeda, e da filha aniversariante. Os três estavam no hangar da empresa VRP (Voos Rio Panorâmico), esperando o momento de realizar outro voo.
Inicialmente, os familiares ouviram que teria acontecido apenas um pouso forçado. A gravidade da situação, porém, ficou clara quando começaram a acompanhar as notícias sobre o acidente. O grupo que estava no hangar não chegou a embarcar.
A aeronave envolvida na tragédia era um Robinson R44. O helicóptero caiu em uma área de difícil acesso da Floresta da Tijuca e acabou explodindo após atingir o solo.
O piloto Alessandro Rocha tinha cerca de 20 anos de experiência com instrução de voos de ultraleves e helicópteros. Em suas redes sociais, ele se apresentava como cristão e afirmava ser “temente a Deus”. Alessandro deixa a esposa e duas filhas.
O tenente-coronel do Corpo de Bombeiros Fábio Contreiras explicou que uma das principais dificuldades enfrentadas pelas equipes foi justamente chegar ao ponto onde o helicóptero caiu. Por causa da inclinação do terreno, os militares precisaram utilizar técnicas de corda e equipamentos específicos de segurança.
Agora, as circunstâncias da queda serão investigadas pelas autoridades. O CENIPA (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos), a ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil) e a Polícia Civil do Rio de Janeiro participam da apuração.
A investigação deverá analisar as condições da aeronave, o voo realizado, possíveis fatores técnicos e tudo o que aconteceu nos momentos anteriores à queda. A expectativa é que esses dados ajudem a esclarecer como um passeio turístico terminou de maneira tão trágica.