Cinco anos já se passaram desde a morte de Paulo Gustavo… e, olha, ainda parece que foi ontem pra muita gente. O humorista, que virou praticamente um símbolo de alegria no Brasil, acabou sendo mais uma das vítimas da COVID-19 — uma perda que, na época, abalou o país inteiro, do pessoal que acompanhava tudo no cinema até quem só via um vídeo ou outro dele circulando nas redes.
Quem voltou a falar sobre essa ausência foi Thales Bretas, dermatologista e viúvo do artista. Ele usou o Instagram, como já fez em outros momentos, pra abrir um pouco do coração. E não foi aquele texto ensaiado não, sabe? Foi mais um desabafo mesmo, bem humano, com aquele peso de quem ainda sente… e sente muito.
Thales comentou sobre como o luto continua sendo um processo cheio de altos e baixos. Não é algo que simplesmente passa — vai se transformando. Em alguns dias, segundo ele deixa entender, a saudade aperta mais. Em outros, dá pra respirar melhor. E assim ele vai levando, um passo de cada vez, tentando reorganizar a vida depois de uma perda tão grande.
Um ponto que chama bastante atenção no relato dele é a forma como os filhos têm ajudado nesse caminho. Criar as crianças sem a presença física do Paulo Gustavo não deve ser nada fácil, isso é fato. Mas, ao mesmo tempo, Thales mostra que encontra força justamente neles. É como se cada momento com os filhos fosse também uma maneira de manter vivo tudo aquilo que ele construiu com o marido.
E falando nisso, ele fez questão de destacar algo que muita gente já percebeu: o legado de Paulo Gustavo continua muito presente. Seja nas reprises dos filmes, nas lembranças que viralizam de vez em quando ou até nas frases que ainda circulam por aí. O humor, a leveza e até aquela forma única de enxergar a vida… tudo isso ainda ecoa.
No texto publicado, Thales escreveu algo que pegou bastante gente de surpresa pela sinceridade. Ele disse que segue vivendo, fazendo planos novos, aprendendo com os filhos e tentando entender, no dia a dia, o que a vida ainda reserva. Não é uma fala perfeita, nem cheia de palavras difíceis. É simples, mas direta — talvez por isso tenha tocado tanta gente.
Ele também falou sobre “renascer”. Que, de certa forma, todo dia é uma tentativa de começar de novo, mesmo carregando a dor. E isso acaba sendo algo bem identificável, principalmente depois de tudo que o mundo viveu nos últimos anos. Muita gente perdeu alguém durante a pandemia, então esse tipo de relato bate diferente.
Outro trecho que chama atenção é quando ele menciona reorganizar as “prateleiras da vida”. Não no sentido literal, claro, mas como uma metáfora mesmo — de colocar as coisas no lugar, aos poucos, sem pressa. E, no meio disso tudo, seguir caminhando.
Apesar da saudade, que ele deixa claro que nunca vai embora, também existe um sentimento forte de gratidão. Gratidão pelo que viveu, pelo relacionamento, pela família que construíram juntos. E isso dá um certo equilíbrio ao texto, que não fica só na dor.
No fim das contas, o que fica dessa homenagem é uma mistura de sentimentos: tristeza, claro, mas também amor, memória e continuidade. Porque, de alguma forma, a história deles não terminou ali. Ela segue, nos filhos, nas lembranças e até nesses desabafos que, mesmo simples, conseguem alcançar tanta gente.
E talvez seja isso que mais marca tudo isso… a certeza de que algumas pessoas realmente deixam algo que não se apaga fácil.