Terremoto de magnitude 7,7 castiga Mianmar e derruba prédio na Tailândia

Nesta sexta-feira, dia 28, um terremoto de magnitude 7,7 abalou a região de Mianmar, mas o tremor também foi sentido com força na China e na Tailândia. Em Bangkok, a capital da Tailândia, o terremoto derrubou um prédio em construção, deixando pelo menos três mortos e dezenas de desaparecidos. Já em Mianmar, a capital Naypyitaw registrou 20 mortes até o momento, segundo a agência de notícias AFP. O impacto foi grande e gerou um cenário de destruição, especialmente nas regiões mais afetadas.

A junta militar que governa Mianmar desde o golpe de 2021 declarou estado de emergência em seis regiões do país, incluindo Sagaing, Mandalay e Naypyitaw. A mídia estatal informou que, até o momento, o tamanho dos danos não foi totalmente calculado, mas as autoridades já anunciaram que operações de resgate serão feitas o mais rápido possível. A situação está bem complicada por lá, já que a junta militar controla quase todos os meios de comunicação, como rádio, TV e jornais, e a internet está limitada em várias partes do país. Isso dificulta bastante a obtenção de informações atualizadas sobre a extensão da destruição.

Curiosamente, o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, que estava em viagem oficial para Hanói, no Vietnã, comentou brevemente sobre o terremoto, mas não há notícias de que o Brasil tenha sofrido qualquer tipo de impacto com o abalo sísmico. Ainda assim, o desastre natural é uma tragédia que chama a atenção de todo o mundo.

O tremor aconteceu na tarde de sexta-feira, pelo horário local, ou seja, durante a madrugada aqui no Brasil. O epicentro foi localizado a cerca de 16 km ao noroeste de Mandalay, uma das maiores cidades de Mianmar, na região central do país. Para se ter uma ideia do tamanho da destruição, a Organização das Nações Unidas (ONU) informou que a região central de Mianmar sofreu danos consideráveis. Até agora, a Myanmar National Airlines cancelou vários voos, o que complicou ainda mais o transporte e a logística na região.

A Cruz Vermelha, por meio de sua coordenadora Marie Manrique, também se manifestou sobre os estragos. Ela informou que, além das destruições visíveis, como ruas e prédios danificados, as represas de grande porte também estão em risco, o que pode trazer ainda mais prejuízos para a população local. A previsão é de que os danos sejam bem maiores, já que a infraestrutura do país foi muito afetada. Não se sabe ao certo quantas pessoas foram atingidas ou o tamanho do desastre nas áreas mais afastadas, já que as informações ainda estão sendo reunidas.

Além da magnitude alta do tremor, outro fator que piorou a situação foi a profundidade do epicentro. Com apenas 10 km de profundidade, o terremoto teve mais força e foi sentido com maior intensidade em Mianmar e nos países vizinhos. Esse tipo de tremor, quando ocorre perto da superfície, tende a causar mais destruição, porque a energia liberada se espalha mais rapidamente.

Enfim, é um momento muito difícil para quem vive nessas regiões afetadas, e o cenário de emergência exige que as autoridades e as organizações humanitárias ajam rapidamente para salvar vidas e minimizar os danos. Enquanto as operações de resgate continuam, o mundo observa com apreensão, esperando que a situação possa ser controlada da melhor maneira possível. Vamos torcer para que as equipes de socorro consigam chegar às áreas mais atingidas e que, com o tempo, a reconstrução comece para trazer de volta a esperança a essas pessoas.



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