Secretaria investiga suposta agressão contra homem que agrediu namorada com mais de 60 socos em elevador: “Medidas serão tomadas”

O caso de Igor Cabral, que veio à tona recentemente após ele ter espancado brutalmente a namorada com 61 socos — sim, sessenta e um — ganhou mais um capítulo nesta semana. Agora, ele alega ter sido vítima de agressão dentro da cadeia. É isso mesmo: o homem que cometeu uma violência tão absurda, agora estaria sendo alvo de maus-tratos pelos próprios agentes penitenciários. A Secretaria da Administração Penitenciária (SEAP) do Rio Grande do Norte já está de olho no caso.

Segundo informações repassadas à imprensa, mais precisamente à CNN, a SEAP informou que iniciou uma apuração interna após a denúncia feita por Igor. O episódio teria acontecido na Cadeia Pública Dinorá Simas, em Ceará-Mirim, onde ele está detido desde a última sexta-feira, dia 1º de agosto. Não demorou muito pra situação ganhar repercussão, principalmente nas redes sociais, onde o público tem se mostrado dividido entre o “bem feito” e o “todos têm direitos, inclusive presos”.

Assim que a denúncia chegou, a SEAP tomou providências imediatas. A Coordenadoria de Administração Penitenciária, junto com a Ouvidoria do Sistema Prisional, foi até o local pessoalmente pra acompanhar de perto a situação. Igor, por sua vez, foi levado ao Instituto Técnico-Científico de Perícia (ITEP), onde passou por um exame de corpo de delito. Ainda não há confirmação se houve, de fato, agressão física por parte dos agentes.

A Corregedoria do Sistema Prisional também entrou no circuito. Em nota, afirmou que vai investigar a denúncia de forma rigorosa e que tomará todas as providências cabíveis dentro da lei. A Polícia Civil já foi notificada e também deve acompanhar os desdobramentos do caso. Enquanto isso, a defesa de Igor segue sendo procurada pela imprensa. Até o momento, não houve nenhum pronunciamento oficial por parte dos advogados.

Pra quem não lembra ou não viu o vídeo que circulou pelas redes, Igor foi flagrado agredindo a namorada com uma sequência absurda de socos, dentro do próprio carro, em plena luz do dia. O vídeo gerou indignação nacional e reacendeu debates sobre violência contra a mulher, impunidade e até mesmo sobre o funcionamento do sistema de justiça brasileiro. O caso repercutiu tanto que chegou a ser comentado por artistas e influenciadores, além de gerar protestos em algumas cidades.

Agora, com essa nova acusação — dessa vez contra ele — o caso muda de tom. A pergunta que fica é: se for verdade, o Estado deve ser responsabilizado? Ou, por outro lado, estaríamos assistindo a uma tentativa desesperada de Igor em reverter a narrativa a seu favor?

O sistema prisional brasileiro, já tão criticado por suas falhas estruturais e pela superlotação, vive mais um dilema. Agressões dentro das unidades não são exatamente uma novidade, mas quando ocorrem em casos de grande repercussão como esse, tudo ganha mais atenção.

Enfim, a verdade ainda tá sendo apurada. Mas o episódio deixa claro que, num país onde a violência parece fazer parte da rotina, até mesmo dentro das prisões a linha entre justiça e abuso pode ser muito tênue. Resta saber agora como as autoridades vão lidar com isso — e se a denúncia vai mesmo se sustentar diante das investigações.



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