Saiba o recado que Juliana mandou para Igor Cabral após agressão com mais de 60 socos: ‘Que ele …’

Juliana Garcia viu a vida mudar da forma mais cruel que alguém pode imaginar. Aos 35 anos, ela foi vítima de uma tentativa brutal de feminicídio que quase lhe custou a vida. A agressão, covarde e sem que ela tivesse chance alguma de se defender, aconteceu dentro do prédio onde morava, mais precisamente do 16º andar até o térreo. Sim, ela foi agredida em queda livre. A cena é de filme de terror, mas infelizmente foi real.

Depois do ataque, Juliana precisou passar por uma cirurgia complicada de reconstrução facial. O impacto foi não só físico, mas emocional e psicológico também. Ela teve que reaprender a encarar o espelho, a dor, os olhares, os comentários… Mas, por incrível que pareça, tudo isso acabou se tornando um divisor de águas na vida dela. Ao invés de se calar, ela escolheu falar. Em alto e bom som.

Hoje, Juliana tem se tornado uma voz importante na luta contra a violência doméstica. Em suas redes sociais e entrevistas, ela tem feito questão de dar visibilidade ao que milhares de mulheres ainda enfrentam todos os dias no Brasil — um país onde, em pleno 2025, ainda se discute se a culpa é da roupa ou da vítima.

“Não foi culpa minha. E nunca é da vítima”, disse Juliana com firmeza numa de suas entrevistas mais recentes. Essa fala, apesar de simples, carrega o peso de séculos de silenciamento feminino. E é justamente por isso que ela repete, como um mantra, pra que ninguém esqueça.

Mas Juliana não parou por aí. Mandou um recado direto pro agressor, Igor Cabral, que era seu ex-companheiro. “Quero que ele saiba que não deu certo. Eu tô viva”, disparou. E disse isso olhando com os olhos machucados, que hoje ela carrega como símbolo de resistência e não mais como feridas.

No dia da agressão, ela contou que sua maior preocupação era proteger seu apartamento. Ela tinha medo que Igor destruísse tudo que ela tinha construído, como já tinha ameaçado antes. Por isso mesmo ela decidiu ficar dentro do elevador, mesmo percebendo o risco que isso trazia.

Quando os dois elevadores — o social e o de serviço — chegaram juntos no 16º andar, ela tentou convencer Igor a ir embora. Não quis sair dali porque sabia que o corredor do prédio não tinha câmeras, diferente do elevador. Isso mostra o quanto ela já estava acostumada a prever os passos de um agressor. É triste dizer isso, mas mulheres em situação de violência aprendem a viver sob alerta constante.

Numa tentativa desesperada de pedir ajuda, Juliana chegou a apontar discretamente pra câmera do elevador. Era o jeito que ela encontrou pra tentar alertar a portaria do que estava acontecendo. Um gesto rápido, quase imperceptível, mas cheio de desespero.

Hoje, mais de um ano depois do ataque — que, vale lembrar, aconteceu em agosto de 2024 —, Juliana segue lutando. Lutando pra se manter em pé, pra apoiar outras mulheres e, principalmente, pra que sua história sirva de alerta. Porque o silêncio nunca protegeu ninguém. E se tem uma coisa que ela aprendeu na marra é que falar, por mais difícil que seja, pode salvar vidas.



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