RS: saiba quem é a presa acusada de colocar arsênio em farinha de bolo

Um trágico crime abalou a cidade de Torres, no interior do Rio Grande do Sul, pouco antes do Natal de 2024. Deise Moura dos Anjos, suspeita de envenenar um bolo com arsênio durante um café da tarde em 23 de dezembro, foi presa no último domingo (5/1). O crime resultou na morte de três pessoas da mesma família e deixou outras três hospitalizadas, incluindo uma criança.

O Crime

De acordo com as investigações, Deise teria envenenado a farinha usada por Zeli Teresinha da Silva dos Anjos, sua sogra, para preparar o bolo servido no café da tarde. As vítimas fatais foram as irmãs Neuza Denise da Silva dos Anjos, de 65 anos, e Maida Berenice Flores da Silva, de 58, além de Tatiana Denize Silva dos Santos, de 43, filha de Neuza. A tragédia também afetou outras três pessoas que ficaram hospitalizadas, mas felizmente já receberam alta.

Em coletiva de imprensa nesta segunda-feira (6/1), a polícia revelou que o crime foi motivado por uma desavença familiar que se arrastava há mais de 20 anos entre Deise e sua sogra. Apesar de não divulgar detalhes sobre os atritos, a polícia afirmou que há provas robustas contra a suspeita, incluindo vestígios de arsênio encontrados no sangue das vítimas e na farinha usada na receita.

Ligação com Outra Morte na Família

A investigação agora também se expande para outra tragédia ocorrida na mesma família em setembro de 2023. Na ocasião, o sogro de Deise, marido de Zeli, morreu de uma suposta intoxicação alimentar. À época, a morte foi considerada natural, mas o caso será reaberto e o corpo do homem será exumado para verificar a possível presença de arsênio.

Essa conexão levanta suspeitas de que o envenenamento do bolo pode não ter sido um ato isolado. A polícia investiga se Deise já planejava outras ações semelhantes contra membros da família, especialmente devido aos conflitos antigos.

Pesquisas na Internet

Outro elemento que pesa contra a suspeita são as evidências de que Deise pesquisou sobre arsênio na internet antes do crime. O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul informou que foram encontradas buscas detalhadas relacionadas à substância, incluindo no Google Shopping. Essa descoberta reforça a tese de premeditação e ajuda a traçar o perfil psicológico da suspeita.

Em nota oficial, o tribunal destacou que depoimentos de familiares confirmaram o histórico de atritos entre Deise e sua sogra. A relação conflituosa teria escalado ao longo dos anos, culminando no crime bárbaro que chocou a comunidade local e gerou repercussão nacional.

Quem é quem na tragédia

A complexidade do caso envolve vários membros da mesma família:
• Deise Moura dos Anjos: nora de Zeli e principal suspeita do envenenamento.
• Zeli Teresinha da Silva dos Anjos: sogra de Deise, preparou o bolo envenenado sem saber.
• Vítimas fatais: Neuza Denise da Silva dos Anjos (65 anos), Maida Berenice Flores da Silva (58 anos) e Tatiana Denize Silva dos Santos (43 anos).
• Sogro falecido em 2023: marido de Zeli, cuja morte será investigada.

Impacto e Consequências

O caso reacendeu debates sobre segurança alimentar, a importância de exames toxicológicos em mortes suspeitas e, sobretudo, o impacto devastador de conflitos familiares que chegam a extremos. A tragédia trouxe um misto de indignação e consternação na cidade de Torres, onde as vítimas eram conhecidas e queridas.

A prisão de Deise foi decretada por 10 dias, período em que a polícia pretende concluir as investigações. A suspeita está detida no Presídio Estadual Feminino de Torres e deve responder por triplo homicídio duplamente qualificado, além de tripla tentativa de homicídio.

Conclusão

Essa tragédia é um lembrete de como rancores não resolvidos podem gerar consequências terríveis. O caso de Torres, com suas reviravoltas e a brutalidade dos atos cometidos, ficará marcado como uma das histórias mais chocantes de 2024. A comunidade agora espera por justiça, enquanto a dor da perda ainda ecoa entre os familiares e amigos das vítimas.



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