O relatório preliminar sobre a explosão do Boeing 737-800 da Jeju Air, que matou 179 pessoas na Coreia do Sul, trouxe novas informações sobre as possíveis causas da tragédia. Divulgado nesta segunda-feira (27), o documento aponta que penas e restos de pássaros foram encontrados em uma das turbinas do avião, o que indica um choque com aves momentos antes do acidente. O episódio ocorreu no aeroporto de Muan, no dia 28 de dezembro de 2024, e está sendo amplamente investigado.
Vídeos e alertas
De acordo com o chefe da investigação, Lee Seung-yeol, vídeos confirmam a colisão do avião com pássaros poucos minutos antes do pouso forçado. O relatório também revela que o piloto havia comunicado a situação à torre de controle três minutos antes do incidente, declarando emergência.
O Ministério dos Transportes sul-coreano afirmou que, dois minutos antes do choque, a torre de comando já havia emitido um alerta sobre o risco de pássaros na rota da aeronave. Logo em seguida, o piloto fez uma série de declarações de emergência, usando o código internacional “mayday” três vezes e mencionando “bird strike” (colisão com pássaros) em outras duas ocasiões.
Outros fatores em análise
Além do impacto com os pássaros, os investigadores estão analisando outras possíveis causas que podem ter contribuído para o desastre. Entre elas, há suspeitas de uma falha no trem de pouso da aeronave, que teria dificultado o controle no momento da aterrissagem. Outro ponto em análise é a proximidade de um muro de concreto no fim da pista, contra o qual o avião colidiu antes de explodir.
Um detalhe intrigante é que as caixas-pretas do Boeing 737-800, responsáveis por registrar informações essenciais do voo, pararam de gravar cerca de quatro minutos antes do acidente. Esse dado adiciona um novo desafio para a equipe de investigação.
O acidente em detalhes
O avião, que fazia a rota entre a Tailândia e a Coreia do Sul, transportava 181 pessoas a bordo, entre passageiros e tripulantes. Na noite de 28 de dezembro, o Boeing tentou um pouso de emergência no aeroporto de Muan. Sem conseguir desdobrar o trem de pouso, a aeronave deslizou pela pista, perdendo o controle até colidir com uma parede de concreto localizada no final da área de aterrissagem.
A colisão resultou em uma explosão devastadora que deixou 179 mortos. Apenas dois comissários de bordo foram resgatados com vida, ambos em estado crítico. Um deles está internado em uma unidade de queimados, enquanto o outro passa por tratamento intensivo devido a múltiplas fraturas.
Impacto da tragédia
A explosão do Boeing 737-800 deixou o mundo da aviação em alerta. Especialistas ressaltam a importância de medidas de segurança para evitar colisões com pássaros, especialmente em áreas próximas a aeroportos. O acidente reacendeu debates sobre a necessidade de tecnologias mais avançadas para detectar e evitar esse tipo de situação, que continua sendo uma preocupação significativa na aviação mundial.
No último final de semana, o governo sul-coreano anunciou que irá revisar as condições de infraestrutura de seus aeroportos, especialmente no que diz respeito à segurança das pistas e à presença de obstáculos nas áreas de pouso. Além disso, equipes foram mobilizadas para estudar a fauna local e buscar soluções para evitar novas colisões com aves.
Emoção e luto
O desastre com o voo da Jeju Air chocou a Coreia do Sul e gerou comoção internacional. Famílias das vítimas participaram de uma vigília no aeroporto de Muan, onde prestaram homenagens aos entes queridos perdidos na tragédia. O governo também declarou luto oficial e prometeu apoio psicológico e financeiro às famílias atingidas.
Enquanto isso, a investigação segue em ritmo acelerado, com equipes internacionais colaborando para esclarecer as circunstâncias do acidente. A expectativa é de que novos detalhes sejam revelados nas próximas semanas, trazendo respostas às questões que ainda cercam essa tragédia aérea.