Reinaldo Gottino surge ao vivo e confirma morte de pessoa querida: “Foi encontrado morto”

A notícia da morte de Lucimar das Neves Ferreira chamou atenção de muita gente na manhã desta segunda-feira (27). A informação foi divulgada pelo jornalista Reinaldo Gottino, durante a programação do Cidade Alerta, e rapidamente ganhou repercussão nas redes sociais. Lucimar ficou conhecido por ser um dos sobreviventes do acidente com o Césio-137, considerado um dos maiores acidentes radiológicos da história do Brasil.

Segundo as informações divulgadas, Lucimar foi encontrado morto na Cidade Satélite, em Aparecida de Goiânia, na região metropolitana da capital goiana. Até o momento, a causa da morte não foi informada oficialmente, o que gerou ainda mais comoção entre familiares, amigos e pessoas que acompanham a história das vítimas da tragédia ocorrida em 1987.

Em uma publicação nas redes sociais, Reinaldo Gottino lamentou a perda e relembrou a ligação de Lucimar com um dos episódios mais marcantes da história do país. O jornalista destacou que ele era irmão de Leide das Neves Ferreira, a primeira vítima fatal da contaminação pelo Césio-137. A morte de Leide acabou se tornando um dos principais símbolos daquela tragédia que deixou marcas profundas em Goiás e em todo o Brasil.

De acordo com Lourdes das Neves, mãe de Lucimar, ele tinha apenas 14 anos quando também foi atingido pelos efeitos da contaminação. Desde então, carregou as consequências daquele episódio que mudou completamente a vida de sua família. Mesmo depois de tantos anos, a lembrança do acidente continua presente na memória de quem viveu aqueles dias difíceis.

As informações divulgadas apontam que Lucimar foi encontrado sem vida no sábado (25). O velório aconteceu na manhã de domingo (26), em Abadia de Goiás, município que recebeu várias famílias afetadas pelo acidente radiológico. O sepultamento estava previsto para ocorrer às 10 horas do mesmo dia, reunindo parentes, amigos e pessoas que acompanharam sua trajetória ao longo das últimas décadas.

A morte de Lucimar também provocou uma manifestação do presidente da Associação das Vítimas do Césio-137 (AVCésio), Marcelo Santos Neves. Em entrevista, ele afirmou que receber essa notícia faz voltar à memória todo o sofrimento vivido pelas famílias desde o acidente de 1987.

Segundo Marcelo, cada perda acaba despertando lembranças de um período muito complicado, marcado por medo, incertezas e muito preconceito enfrentado pelas vítimas. Ele também demonstrou solidariedade à mãe de Lucimar, que mais uma vez enfrenta um momento de profunda dor.

“A gente relembra todas as mazelas que esse acidente trouxe. Agora, precisamos dar todo o apoio possível porque será muito doloroso. Ela já enfrentou a perda da filha e agora também perde o filho”, declarou.

Marcelo contou ainda que conheceu Lucimar ainda na época do acidente e que os dois mantiveram contato durante muitos anos. Ele lembrou de momentos simples, mas que ficaram marcados em sua memória. Naquele período, por causa da confusão provocada pelo acidente, Lucimar muitas vezes não tinha onde permanecer durante o dia.

Foi então que Marcelo passou a levá-lo para sua casa, onde ele brincava com seus filhos, que tinham idade parecida. Segundo ele, os garotos costumavam passar horas jogando videogame, numa tentativa de fazer com que Lucimar esquecesse, pelo menos por alguns instantes, toda a situação difícil que estava vivendo.

Quase quatro décadas depois do acidente com o Césio-137, histórias como a de Lucimar mostram que as consequências daquela tragédia continuam presentes na vida de muitas famílias. Além das marcas físicas e emocionais, permanecem as lembranças de um dos episódios mais dolorosos já registrados no Brasil, que ainda desperta reflexões sobre prevenção, assistência às vítimas e preservação da memória daqueles que tiveram suas vidas transformadas para sempre.



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