Ratinho se irrita com Wagner Moura e manda indireta: “Cala a sua boca!”

O clima esquentou — e não foi pouco — na noite da última segunda-feira, 16 de março. O apresentador Carlos Massa (Ratinho) perdeu a paciência ao vivo e resolveu falar o que pensa sobre o ator Wagner Moura, depois de declarações do artista envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro durante eventos internacionais.

Pra quem não acompanhou tudo desde o começo, Wagner Moura tá rodando o mundo por conta da divulgação do filme “O Agente Secreto”, que entrou na corrida do Oscar. Só que, no meio das entrevistas — principalmente lá fora, tipo nos Estados Unidos — ele acabou fazendo críticas ao cenário político brasileiro, citando Bolsonaro. E foi justamente isso que incomodou Ratinho.

Ao vivo no SBT, o apresentador começou até de um jeito tranquilo, quase elogiando. Disse que o Wagner é um baita ator, daqueles de respeito mesmo. Lembrou do sucesso em “Tropa de Elite”, onde ele fez o famoso Capitão Nascimento, papel que praticamente grudou na imagem dele até hoje. Também citou o trabalho internacional interpretando o traficante Pablo Escobar, dizendo que foi “sensacional”. Até aí, parecia mais um reconhecimento normal.

Mas aí o tom virou. E virou rápido.

Ratinho começou a questionar o motivo de Wagner continuar falando de Bolsonaro em entrevistas fora do Brasil. Na visão dele, não faz sentido ficar trazendo esse assunto, ainda mais em outro país. E foi além — bem além. Disse que o ex-presidente está doente, “quase morrendo”, e que não era momento pra esse tipo de crítica. A fala veio carregada, com emoção e, sinceramente, até meio descontrolada.

Teve até palavrão no meio. Ratinho mandou o ator “calar a boca”, coisa que, convenhamos, não é tão comum assim na TV aberta, mesmo pra alguém com o estilo direto dele. Ficou claro que não era só opinião — era indignação mesmo, daquelas que transborda.

Em outro momento, ele tentou dar um conselho, digamos assim. Falou pro Wagner “continuar sendo o Capitão Nascimento”, seguir como o grande ator que é e deixar a política de lado. Segundo Ratinho, esse tipo de discussão só divide mais o país. E aí ele soltou uma frase que muita gente tem repetido nos últimos tempos: que o Brasil é um só, que o povo é um só… embora, na prática, a gente saiba que a coisa não é tão simples assim.

Ele ainda completou dizendo que política deveria ficar restrita ao momento do voto. Tipo, cada um escolhe seu candidato na urna e pronto, vida que segue. Mas, cá entre nós, hoje em dia é quase impossível separar totalmente arte, opinião e política — ainda mais num cenário tão polarizado como o atual. Basta abrir qualquer rede social pra ver.

Aliás, esse tipo de situação virou quase rotina. Artistas se posicionam, comunicadores respondem, o público se divide… e o ciclo continua. Não é de agora, mas parece que anda mais intenso nos últimos anos.

No fim das contas, o episódio mostra mais uma vez como figuras públicas acabam entrando nesse campo delicado. De um lado, Wagner Moura usando a visibilidade internacional pra falar o que pensa. Do outro, Ratinho defendendo que certos assuntos deveriam ficar de fora — principalmente quando envolvem alguém em condição de saúde fragilizada, segundo ele.

E assim segue o Brasil: opinião de um lado, resposta do outro, e o debate nunca termina. Talvez o único consenso mesmo seja esse — todo mundo tem algo a dizer. Mesmo que, às vezes, falte um pouco de filtro… ou de paciência.



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