Rachel Sheherazade quebra protocolo e expõe opinião sobre polêmica entre Erika Hilton e Ratinho

Na última quinta-feira, 12 de março, a jornalista Rachel Sheherazade resolveu quebrar o silêncio e entrar de vez em uma polêmica que já vinha dando o que falar nas redes sociais. O assunto? As críticas feitas pelo apresentador Ratinho à deputada federal Erika Hilton, depois que ela foi eleita presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher na Câmara.

Sem rodeios, Rachel foi até suas redes e saiu em defesa da parlamentar. E olha… não foi um comentário qualquer, não. Ela trouxe um posicionamento bem firme, quase como um desabafo, daqueles que a gente percebe que já estavam engasgados há um tempo.

Logo no começo, a jornalista citou uma frase conhecida da filósofa Simone de Beauvoir: “Não se nasce mulher, torna-se mulher”. Segundo Rachel, essa ideia não é só uma frase bonita pra postar em legenda, mas um conceito que faz a gente pensar. Ela explicou que ser mulher vai muito além da biologia, não é só questão de cromossomo, de nascer com isso ou aquilo.

E aí ela foi desenvolvendo o raciocínio, de um jeito até bem didático. Disse que o que a gente entende como “ser mulher” é, em grande parte, construído ao longo da vida. Tipo… vem da sociedade, da cultura, da forma como somos criados desde pequenos. Não é algo que simplesmente nasce com a gente pronto e acabado.

Rachel até deu exemplos bem comuns do dia a dia. Aquela velha história: menina veste rosa, menino veste azul. Menina brinca de boneca, menino de luta. Pode parecer besteira, mas segundo ela, é assim que esses papéis vão sendo moldados, meio que sem a gente perceber.

Ela também falou sobre como meninas são ensinadas a serem mais contidas. Falar baixo, evitar confronto, agradar, ajudar, ser gentil… enquanto isso, os meninos são incentivados a serem mais duros, a se impor, a enfrentar, a não demonstrar sentimentos. E isso tudo vai criando uma ideia do que é “feminino” e “masculino”.

Em outro trecho, Rachel reforçou que, se o feminino é uma construção social, então não faz sentido excluir mulheres trans e travestis dessa definição. Segundo ela, são pessoas que vivem como mulheres, se identificam como mulheres e enfrentam, inclusive, os mesmos desafios sociais que muitas outras mulheres enfrentam.

Ela não economizou nas palavras, não. Em certo ponto, fez até uma crítica direta, dizendo que ninguém precisa da permissão de terceiros — e deu uma alfinetada clara em Ratinho — pra ser reconhecida como mulher. Pra ela, isso é algo íntimo, pessoal, que não cabe julgamento externo.

Outro ponto que chamou atenção foi quando Rachel questionou os critérios usados por algumas pessoas pra definir quem é ou não mulher. Ela citou coisas como menstruação, menopausa, ter ou não útero, ser mãe… e destacou que nada disso deveria ser usado como “teste” pra validar a identidade de alguém.

Segundo ela, reconhecer uma mulher não deveria depender de exame, de DNA, de laudo médico ou qualquer coisa do tipo. É mais sobre identidade do que sobre biologia pura, digamos assim.

Pra fechar, Rachel deixou uma mensagem bem direta: pessoas trans e travestis não precisam de licença pra existir, muito menos de autorização pra serem quem são. Foi uma fala forte, que rapidamente repercutiu — principalmente num momento em que discussões sobre identidade de gênero estão cada vez mais presentes no debate público.

E, sinceramente, dá pra dizer que o posicionamento dela dividiu opiniões. Teve quem aplaudiu de pé, teve quem criticou… normal, ainda mais em tempos tão polarizados como os de hoje. Mas uma coisa é certa: ela conseguiu colocar mais lenha numa discussão que, pelo visto, ainda vai longe.



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