Rachel Sheherazade detona Frei Gilson: “Menos misoginia”

Na sexta-feira, dia 24, a jornalista Rachel Sheherazade resolveu entrar de vez em uma polêmica que já tava tomando conta das redes sociais. O motivo? Um vídeo do Frei Gilson que começou a circular com força, principalmente no Instagram e no X (antigo Twitter), trazendo falas sobre o papel da mulher nos relacionamentos e também sobre a tal da solidão masculina — um tema que, diga-se de passagem, já vem sendo discutido com mais frequência nos últimos tempos.

Rachel não ficou em cima do muro. Pelo contrário, foi direta, como costuma ser. Em um story publicado no Instagram, ela fez uma comparação que acabou chamando ainda mais atenção do público. Citou o padre Júlio Lancellotti, conhecido pelo trabalho social com pessoas em situação de rua, e mandou um recado bem claro, sem muita firula.

Segundo ela, o caminho da fé não deveria ser o moralismo rígido que julga e limita, mas sim algo mais ligado à empatia, igualdade e misericórdia. Na publicação, ela escreveu algo na linha de: “Mais Padre Júlio e menos Frei Gilson”, defendendo que a mensagem de Jesus sempre esteve mais conectada ao acolhimento, ao respeito às mulheres, aos marginalizados e aos mais pobres. A fala repercutiu rápido, como já era de se esperar.

Mas o que exatamente disse o frei pra causar tudo isso?

O vídeo que viralizou mostra Frei Gilson falando diretamente com fiéis católicos. Em um dos trechos mais comentados, ele afirma que uma das “fraquezas” da mulher seria querer sempre mais — mais espaço, mais reconhecimento, mais autonomia. Ele até menciona a palavra “empoderamento”, que segundo ele seria uma ideia muito presente no mundo atual e que estaria influenciando esse comportamento feminino.

Esse tipo de discurso, claro, pegou mal pra muita gente. Principalmente num momento em que debates sobre igualdade de gênero estão tão em alta, inclusive aqui no Brasil. Basta lembrar que recentemente várias discussões sobre direitos das mulheres voltaram à tona, seja na política ou até em reality shows que viralizam, tipo BBB, onde essas pautas sempre aparecem de alguma forma.

E não parou por aí. Em outro momento do vídeo, o frei diz que a liderança dentro de um relacionamento deve ser do homem, baseando-se na interpretação dele da Bíblia. Ele também comenta que a mulher teria sido criada para ser uma “auxiliar” do homem, algo que gerou ainda mais indignação.

Pra muita gente, esse tipo de fala soa ultrapassada, como se fosse uma visão antiga tentando se manter num mundo que mudou bastante — e continua mudando.

A repercussão foi tão grande que não ficou só entre internautas ou figuras da mídia. A senadora Soraya Thronicke também entrou na discussão. Em uma publicação feita dias antes, ela criticou duramente o religioso, questionando o uso da fé para sustentar esse tipo de discurso.

Ela foi bem incisiva, chamando atenção para o que considera um uso indevido do nome de Deus. Disse algo como: “Mais um falso profeta”, e ainda ampliou a crítica, incluindo outros líderes religiosos e até políticos que, segundo ela, usam a religião como ferramenta de influência.

No fim das contas, o caso virou mais um exemplo de como temas ligados à religião, comportamento e papel social ainda geram debates intensos. E, sendo bem sincero, não parece que isso vai diminuir tão cedo.

Cada lado defende sua visão, muitas vezes com bastante convicção. Só que, no meio disso tudo, fica evidente uma coisa: a sociedade tá em constante mudança — e nem todo mundo acompanha no mesmo ritmo.

Confira:



Recomendamos