Quem são os herdeiros do apóstolo Rina? Líder da Bola de Neve morreu em SP

Rinaldo Luiz de Seixas Pereira, conhecido como apóstolo Rina, faleceu no último domingo (17) aos 52 anos, vítima de um acidente de moto em Campinas, São Paulo. Fundador da Igreja Bola de Neve, uma das congregações evangélicas mais expressivas do Brasil, Rina deixa três filhos e uma trajetória marcada por influência no meio religioso e controvérsias pessoais.

O legado religioso e familiar

Apóstolo Rina começou sua jornada ministerial ao fundar a Igreja Bola de Neve, que se destacou pelo estilo inovador, com um público jovem e uma abordagem moderna da fé cristã. Ele era admirado por seus seguidores e reconhecido por transformar galpões e teatros em espaços de culto, em um modelo que expandiu a igreja para várias cidades e até outros países.

Rina deixa três filhos, que agora enfrentam a dor da perda do pai.

Rinaldo Neto, o primogênito

Com 19 anos, Rinaldo Neto, chamado carinhosamente de Rininha, mantém um perfil discreto nas redes sociais. Apesar da exposição que seu pai tinha, o jovem optou por uma vida mais reservada. Em um depoimento emocionado, Rininha lamentou a morte do pai:
“Não consigo mais sentir alegria e sorrir de verdade. Eu preciso tanto de você comigo, pai. Eu te amo.”

Raquel Seixas, a filha do meio

Raquel, de 17 anos, também é bastante discreta, mas mantém seu perfil no Instagram aberto. Na descrição, ela se apresenta como “Jesus follower” (seguidora de Jesus). Em uma homenagem ao pai, a jovem expressou: “Te amo, paizinho, meu melhor amigo. Vou sentir saudades, obrigada por tudo.”

Renan Seixas, o caçula

Renan, de 9 anos, tem síndrome de Down e frequentemente aparecia nas redes sociais do pai. Rina costumava compartilhar reflexões sobre as lições que aprendia com o convívio com Renan, abordando temas como inclusão e amor incondicional. O caçula era uma fonte constante de inspiração para o líder religioso.

Polêmicas antes da tragédia

Meses antes de sua morte, apóstolo Rina esteve envolvido em um escândalo que dividiu opiniões entre seus seguidores. Ele foi acusado pela esposa, Denise Seixas, de violência psicológica, injúria e difamação. O caso ganhou visibilidade quando Nathan Gouvea, filho de Denise de um relacionamento anterior, divulgou vídeos de discussões acaloradas entre o casal.

Denise, que também é pastora e cantora gospel, chegou a obter uma medida protetiva contra Rina. Apesar das acusações, o líder religioso negou todas as alegações. O episódio gerou debates na comunidade evangélica e trouxe à tona discussões sobre violência doméstica no meio religioso.

Despedida e cortejo

O velório de Rina aconteceu nesta segunda-feira (18) na sede principal da Bola de Neve, localizada na Lapa, em São Paulo. Fiéis e familiares se reuniram para prestar homenagens ao apóstolo, cujo carisma e liderança deixaram marcas profundas em seus seguidores.

Nesta terça-feira (19), ocorre o cortejo que levará o corpo de Rina até o Cemitério Parque Morumby. O sepultamento está previsto para as 17h, marcando o encerramento de uma trajetória que impactou a vida de muitos, mas que também foi marcada por desafios pessoais e familiares.

O homem além do púlpito

A morte do apóstolo Rina abre espaço para reflexões sobre a complexidade de figuras públicas no meio religioso. Ele não era apenas um líder espiritual carismático, mas também um homem que enfrentava problemas pessoais e familiares, como qualquer outra pessoa.

Embora seu legado na Igreja Bola de Neve seja inegável, as polêmicas recentes e a dor de sua partida deixam um misto de sentimentos entre os que acompanharam sua jornada. Para muitos, Rina será lembrado como um visionário que aproximou jovens da fé cristã; para outros, como alguém que ainda tinha muito a resolver em sua vida pessoal.

O futuro de sua igreja, bem como a recuperação emocional de sua família, será um capítulo à parte dessa história que marcou o cenário evangélico brasileiro.



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