Quem foi o pai de Ana Paula do BBB 26 e sua ligação com a ditadura

A notícia pegou muita gente de surpresa nesse domingo (19). Morreu, aos 96 anos, Gerardo Renault, ex-deputado federal e pai de Ana Paula Renault, conhecida pelo público por sua participação marcante no Big Brother Brasil 26. A informação começou a circular ainda pela manhã e rapidamente ganhou repercussão nas redes sociais, principalmente entre fãs do reality.

Gerardo estava internado desde o começo de abril, em um hospital de Belo Horizonte. Segundo informações divulgadas, ele enfrentava um quadro de desidratação junto com uma infecção urinária — situação que, em pessoas mais idosas, pode complicar bastante. E foi o que aconteceu. Apesar dos cuidados médicos, o estado de saúde acabou piorando nos últimos dias.

A trajetória dele, no entanto, vai muito além de ser apenas “o pai de uma ex-BBB”. Gerardo Renault construiu uma vida longa e, diga-se, bem ativa. Lá atrás, ainda jovem, estudou no Instituto Padre Machado e também no tradicional Colégio Marconi, ambos em Belo Horizonte. Depois seguiu para o curso de Direito na Universidade Federal de Minas Gerais, onde se formou em 1952. Era outra época, né? O Brasil vivia mudanças importantes e o cenário político começava a se desenhar de forma intensa.

E foi justamente na política que ele resolveu se jogar. Começou cedo, ainda novo, ocupando cargos legislativos. Foi vereador em Belo Horizonte por um longo período, de 1951 até 1967 — o que já mostra que tinha força política na região. Depois disso, virou deputado estadual por Minas Gerais, ficando no cargo até 1979. Não parou por aí. Também foi deputado federal entre 1979 e 1987.

Durante esse tempo todo, passou por diferentes fases da política brasileira. No início, era filiado à União Democrática Nacional, que fazia oposição ao governo de Getúlio Vargas. Mais tarde, já no período do regime militar, acabou se filiando à Aliança Renovadora Nacional, que dava sustentação ao governo da época. Depois, com o fim da Arena, seguiu no Partido Democrático Social.

É um tipo de trajetória que, olhando hoje, gera até debate. Tem gente que concorda, tem gente que critica — normal. Afinal, estamos falando de décadas bem delicadas da história do Brasil. Inclusive, com tudo que tem rolado hoje em dia na política, dá pra perceber como esses temas ainda ecoam bastante.

Depois que deixou os cargos públicos, Gerardo voltou para a advocacia. Trabalhou em Belo Horizonte, de forma mais discreta, longe dos holofotes que marcaram sua fase política. Mas nem por isso ficou totalmente afastado da vida pública. Nos últimos anos, ocupava o cargo de presidente do Instituto de Previdência do Legislativo de Minas Gerais (Iplemg).

Com a morte dele, quem deve assumir a função é o vice-presidente, Antônio Júlio. Ainda não foram divulgados muitos detalhes sobre velório e sepultamento até o momento, o que é compreensível, já que tudo aconteceu muito rápido.

Nas redes sociais, a movimentação foi grande. Muita gente prestando homenagem, outras relembrando a história dele, e claro, fãs de Ana Paula deixando mensagens de apoio. Em momentos assim, a exposição pública mistura com o lado pessoal, e não deve ser nada fácil pra família.

No fim das contas, fica o registro de uma vida longa, cheia de capítulos — alguns mais polêmicos, outros mais discretos — mas todos parte de uma história que atravessou boa parte do século passado e chegou até aqui. E mesmo com pequenos erros ou falhas que qualquer trajetória humana tem, é impossível negar: foi uma vida intensa, daquelas que deixam marca, goste ou não.



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