O que era pra ser apenas mais uma aula de natação terminou em tragédia e deixou moradores da Zona Leste de São Paulo em choque. Pelo menos três pessoas passaram mal após participarem de atividades aquáticas em uma unidade da rede C4 Gym, localizada no Parque São Lucas. Entre elas estava a professora Juliana Faustino Bassetto, de apenas 27 anos, que acabou morrendo no último sábado, dia 7, depois de sair de uma dessas aulas.
Segundo informações iniciais, Juliana começou a se sentir mal logo após o treino. Outras pessoas que estavam na piscina também relataram sintomas parecidos, o que levantou um alerta imediato. A jovem chegou a receber atendimento, mas infelizmente não resistiu. O caso rapidamente ganhou repercussão, principalmente nas redes sociais, onde amigos, alunos e conhecidos passaram a questionar as condições da academia e o que, de fato, pode ter provocado o mal-estar coletivo.
Juliana era professora, apaixonada pelo que fazia, e costumava compartilhar sua rotina nas redes. Além da educação, ela também se identificava como integrante da comunidade espírita, algo que fazia questão de destacar em seu perfil. Casada com Vinícius de Oliveira, ela levava uma vida considerada tranquila e ativa. O marido, inclusive, participou da mesma aula de natação e também passou mal. Atualmente, Vinícius segue internado em estado grave, o que torna a situação ainda mais delicada para a família.
Nas redes sociais, as homenagens se multiplicaram desde a confirmação da morte. Alunos escreveram mensagens emocionadas, lembrando da dedicação da professora em sala de aula e do carinho com que tratava todos. “Hoje seus alunos oram por você, para que descanse em paz e amor. Amamos você”, dizia uma das publicações que mais repercutiram no Instagram. Comentários assim mostram o impacto que Juliana teve na vida de quem convivia com ela diariamente.
Procurada pela imprensa, a direção da academia C4 Gym informou, por meio de nota, que lamenta profundamente o ocorrido. A empresa afirmou ainda que está à disposição das autoridades para colaborar com as investigações. Até o momento, a academia não divulgou detalhes técnicos sobre a aula ou possíveis falhas, o que aumenta a expectativa por respostas mais concretas nos próximos dias.
O caso foi registrado inicialmente como morte suspeita e perigo para a vida ou saúde. O boletim de ocorrência foi feito no 6º Distrito Policial, em Santo André, e as investigações ficaram sob responsabilidade do 42º DP, no Parque São Lucas. A polícia agora tenta esclarecer o que causou o mal-estar simultâneo nos alunos, se houve falha na manutenção da piscina, uso inadequado de produtos químicos ou outro fator ainda desconhecido.
Situações como essa reacendem um debate importante sobre fiscalização em academias e centros esportivos, algo que já vinha sendo discutido após outros episódios recentes em São Paulo. Especialistas alertam que a manutenção correta da água e o acompanhamento profissional são essenciais para evitar riscos à saúde dos alunos.
O velório de Juliana acontece na manhã desta segunda-feira, dia 9, no Velório Avelino, localizado no Jardim Avelino. O sepultamento está marcado para as 14h, no Cemitério da Quarta Parada. Familiares, amigos, alunos e colegas de profissão devem comparecer para a última despedida, marcada por muita comoção e pedidos por justiça e esclarecimento.

Enquanto isso, ficam as perguntas sem resposta e a dor de uma perda precoce, que transformou uma simples aula de natação em um episódio que ninguém vai esquecer tão cedo.