Qual é o seu risco de AVC? Veja 17 fatores – 10 apenas para mulheres – que podem ser preditores

Infelizmente, os casos de acidente vascular cerebral (ou AVC, como a gente fala) tão aumentando, principalmente entre os americanos, com mais de 500 mil pessoas passando por um primeiro AVC todo ano. Aqui no Brasil, o cenário também é complicado: só em 2021, foram 239 mil casos novos e 126 mil mortes. Mas olha só, estima-se que até 80% dos AVCs podem ser prevenidos, e isso torna essencial entender os fatores de risco pra evitá-los.

Como disse Cheryl D. Bushnell, presidente do grupo de diretrizes de AVC, “A forma mais eficaz de reduzir a ocorrência de derrame e morte é prevenir o primeiro derrame — isso que chamamos de prevenção primária.” Ela ainda ressaltou que alguns grupos têm risco maior de derrame, seja por fatores genéticos, estilo de vida, biológicos ou até determinantes sociais. E, em muitos casos, essas pessoas nem passam por exames de triagem pra saber desse risco.

Mas o que é um AVC, afinal?

A grosso modo, o AVC é quando um vaso no cérebro se rompe ou é bloqueado por um coágulo, e isso interrompe o fluxo de sangue. Com isso, o cérebro fica sem o oxigênio que precisa pra funcionar. Esse tipo de problema causa danos que podem afetar a fala, a cognição, a mobilidade… É algo sério e que deixa marcas na vida da pessoa.

Fatores de risco de AVC para mulheres

A novidade nas diretrizes de AVC é que, pela primeira vez, elas incluem recomendações específicas para as mulheres, com fatores de risco que nem sempre são controláveis, mas que ajudam na prevenção e monitoramento. Entre esses fatores estão:

•   Pré-eclâmpsia (pressão alta) durante a gravidez
•   Partos prematuros e outras complicações na gestação
•   Endometriose
•   Uso de anticoncepcionais orais
•   Falência ovariana prematura (antes dos 40 anos)
•   Menopausa precoce (antes dos 45 anos)
•   Sintomas fortes na menopausa
•   Uso de terapia hormonal com estrogênio após os 60 anos ou 10 anos após a menopausa
•   Uso de estrogênio por mulheres trans ou pessoas de gênero diverso para afirmação de gênero

Fatores de risco de AVC para todo mundo

Existem também alguns hábitos de vida que, se não forem bem controlados, aumentam o risco de AVC — e esses são conhecidos como os “8 fatores essenciais de saúde cardiovascular.” Entre eles estão:

Pra lidar com esses fatores de risco, as novas diretrizes recomendam coisas como:

1.  Seguir uma dieta tipo mediterrânea – Muita fruta, vegetais, feijão, nozes, grãos integrais e azeite de oliva, além de um consumo mais moderado de laticínios, ovos, peixe e frango.
2.  Praticar exercícios – Tentar alcançar pelo menos 150 minutos de atividade moderada (tipo caminhada rápida) ou 75 minutos de exercício mais intenso por semana.
3.  Dormir bem – O sono é um fator importante pra saúde do corpo todo.
4.  Evitar o cigarro – Sabemos que não é fácil, mas parar de fumar ajuda muito.
5.  Manter níveis saudáveis de colesterol, pressão arterial e glicose no sangue – Isso evita pressão desnecessária nos vasos sanguíneos.

E o que mais dá pra fazer pra prevenir um AVC?

Além de tudo isso, a diretriz reforça a importância da avaliação de risco. Conhecer seus próprios riscos ajuda a decidir junto com o médico qual é o melhor caminho de prevenção. Atualmente, existem até algumas medicações, como os remédios GLP-1, que podem ajudar a reduzir o risco de AVC em pessoas com diabetes e alto risco de doença cardíaca.

Outra coisa fundamental é conhecer os sinais de alerta. Um médico cardiologista, Agnaldo Piscopo, recomenda fazer o teste S-A-M-U: sorrir, abraçar e cantar uma música. Como funciona? Peça pra pessoa sorrir e veja se a boca tá torta; depois, peça pra dar um abraço e observe se o braço fica firme; por fim, peça pra cantar uma música, qualquer uma, e repare se ela consegue falar. Se algum desses sinais falhar, pode ser um AVC, e aí é hora de chamar o SAMU.

Cheryl também observa que, se essas recomendações forem seguidas, é possível diminuir o risco de um primeiro AVC de forma significativa. E o melhor é que muitas dessas medidas pra prevenir AVC também ajudam a evitar a demência, outra condição de saúde séria relacionada aos vasos sanguíneos no cérebro.



Recomendamos