Procon-SP revela variação de preço de medicamentos

Os Preços dos Medicamentos em São Paulo: Uma Disparidade Alarmante

Recentemente, um levantamento realizado pelo Procon-SP trouxe à tona uma situação preocupante em relação aos preços dos medicamentos na capital paulista. Esse estudo, divulgado na terça-feira (7), mostra que a diferença de preços entre farmácias pode ser realmente chocante.

Variações de Preço de até 2.433,59%

Uma das descobertas mais impactantes do Procon-SP foi que um mesmo medicamento genérico pode ter variações de preço que chegam a absurdos 2.433,59%, dependendo do local de compra. Essa discrepância é um convite à reflexão sobre a transparência e a competitividade no setor farmacêutico.

A maior diferença identificada foi na cartela de 30 comprimidos de tadalafila, um medicamento utilizado para tratar disfunção erétil. O valor desse produto variou de R$ 98,05 em uma farmácia localizada na zona norte de São Paulo até R$ 3,87 em um estabelecimento da zona sul. Essa situação não é nova; em 2025, o mesmo medicamento já tinha sido destaque no ranking de variação de preços.

Medicamentos de Referência Também Apresentam Diferenças Significativas

O levantamento não se limitou apenas aos medicamentos genéricos. Entre os produtos de referência, a maior variação de preços foi observada na cartela com 30 comprimidos de Synthroid, um hormônio tireoidiano. Os preços desse medicamento chegaram a R$ 41,43 em uma farmácia da zona norte, enquanto em outra região da cidade, o mesmo produto era encontrado por apenas R$ 10,73.

Uma Análise Abrangente

Para realizar essa análise, o Procon-SP também incluiu dez sites de grandes redes de farmácias, utilizando um IP da região central da capital. A pesquisa abrangeu um total de 70 medicamentos, tanto genéricos quanto de referência, incluindo categorias como antitérmicos, anti-inflamatórios, antibióticos, ansiolíticos, anticonvulsivantes e antidepressivos.

Aumento de Preços e Regulação do Setor

Na comparação entre os preços de 33 medicamentos de referência nas pesquisas de 2025 e 2026, o Procon-SP identificou um aumento médio de 8,43%. Apesar das diferenças significativas entre os estabelecimentos, o órgão informou que todos os preços estavam dentro dos limites estabelecidos. No Brasil, os preços dos medicamentos são regulados pela Anvisa, que permite um reajuste anual e determina os PMC (Preços Máximos ao Consumidor), que não podem ser ultrapassados pelas farmácias.

Reflexões Finais

Esse levantamento revela uma realidade que muitos consumidores podem não estar cientes: a necessidade de pesquisar e comparar preços antes de comprar medicamentos. Com variações tão extremas, é fundamental que os cidadãos fiquem atentos e façam escolhas informadas. A saúde não deve ser uma questão de sorte, mas sim de informação e acesso.

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Por fim, não deixe de compartilhar suas experiências com preços de medicamentos e suas opiniões sobre a regulação desse mercado. O diálogo é essencial para que possamos buscar melhorias e garantir que todos tenham acesso a tratamentos adequados.



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