Valdemar Costa Neto, presidente do PL, resolveu colocar um ponto final nos rumores que tomaram conta dos bastidores políticos nos últimos dias. Nesta segunda-feira, 25 de maio, o dirigente do partido falou abertamente sobre o futuro da legenda para as eleições presidenciais e acabou tomando uma atitude que muita gente considerou dura com Michelle Bolsonaro. O assunto vinha ganhando força nas redes sociais e também entre aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro, principalmente depois da polêmica envolvendo o senador Flávio Bolsonaro e o banqueiro André Esteves Vorcaro.
Durante entrevista ao programa Estúdio I, da GloboNews, Valdemar deixou claro que o nome escolhido pelo PL continua sendo o de Flávio Bolsonaro. Segundo ele, não existe qualquer mudança de rota dentro do partido, mesmo com toda a repercussão causada pela reunião entre o senador e o empresário. O presidente da sigla afirmou que ficou sabendo do encontro apenas pela imprensa e tentou diminuir o impacto do episódio.
Na conversa ao vivo, Valdemar tratou o encontro como algo absolutamente comum dentro da política e do meio empresarial. Para ele, não existe motivo para transformar o assunto em um escândalo nacional. O dirigente disse ainda que Flávio continua forte dentro do partido e garantiu que o senador nunca cogitou desistir da corrida presidencial.
“É a coisa mais normal do mundo”, comentou o presidente do PL ao falar sobre a visita ao banqueiro. Segundo ele, a intenção de Flávio teria sido apenas encerrar uma relação política e pessoal que existia anteriormente. Mesmo assim, o caso virou um dos assuntos mais comentados do dia em Brasília e tomou conta também das redes sociais, onde apoiadores e críticos trocaram acusações o tempo inteiro.
Mas o trecho da entrevista que mais chamou atenção acabou sendo a fala sobre Michelle Bolsonaro. Nos últimos dias, cresceu nos bastidores a especulação de que a ex-primeira-dama poderia surgir como alternativa caso Flávio enfrentasse desgaste político. Alguns integrantes mais conservadores até defendiam o nome dela como uma possível candidata forte, principalmente pelo carisma junto ao eleitorado evangélico e feminino.
Só que Valdemar foi direto, sem rodeios e praticamente fechou a porta para qualquer possibilidade. “Ela não é candidata à presidência”, afirmou o político de maneira seca. A declaração caiu como uma bomba entre apoiadores de Michelle, já que muita gente apostava numa mudança de cenário depois das últimas crises envolvendo o filho do ex-presidente.
O comentário repercutiu rapidamente nos corredores de Brasília. Em grupos políticos e também em páginas de notícias, muita gente interpretou a fala como uma espécie de “recado” para Michelle Bolsonaro ficar fora da disputa. Outros entenderam apenas como uma tentativa do PL de evitar divisão interna antes mesmo do início oficial da campanha.
Mesmo com toda a pressão, Valdemar insistiu que o partido seguirá ao lado de Flávio Bolsonaro até o fim. Em outro momento da entrevista, ele chegou a demonstrar confiança total numa possível vitória do senador nas urnas. “Ele é o candidato do Bolsonaro e nós vamos até o fim nessa história porque ele vai ganhar as eleições”, declarou.
Nos bastidores, porém, o clima segue quente. Aliados próximos de Michelle acreditam que ela ainda possui enorme força política e poderia crescer ainda mais caso resolvesse disputar um cargo majoritário no futuro. Já integrantes ligados a Flávio defendem que o senador continua sendo o herdeiro natural do bolsonarismo dentro da política nacional.
Enquanto isso, o eleitor acompanha mais um capítulo turbulento envolvendo a família Bolsonaro e o PL. A tendência agora é que os próximos meses sejam marcados por ainda mais disputas internas, articulações e pressão pública. E pelo jeito, Michelle Bolsonaro acabou ficando, pelo menos por enquanto, totalmente fora dos planos presidenciais do partido.