Uma pesquisa divulgada nesta quarta-feira (24) mostrou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enfrenta um índice elevado de rejeição entre os eleitores brasileiros. De acordo com o levantamento realizado pelo instituto Gerp, 47% dos entrevistados afirmaram que não votariam no petista “de jeito nenhum” em uma eventual disputa presidencial.
O resultado chama atenção porque acontece em um momento em que o cenário político para as eleições de 2026 começa a ganhar forma. Mesmo faltando alguns meses para o período mais intenso da campanha, os números já indicam como parte do eleitorado enxerga os possíveis candidatos que devem disputar o Palácio do Planalto.
Logo atrás de Lula aparece o senador Flávio Bolsonaro (PL), que também registra um índice considerável de rejeição. Segundo a pesquisa, 44% dos entrevistados disseram que não votariam nele em nenhuma hipótese. A diferença entre os dois políticos ficou dentro de poucos pontos percentuais, mostrando que ambos enfrentam resistência de parcelas importantes da população.
O levantamento foi realizado entre os dias 15 e 20 de junho de 2026 e ouviu 2 mil pessoas em diversas regiões do país. A pesquisa buscou medir não apenas a intenção de voto, mas também o grau de aceitação e rejeição dos nomes que podem estar presentes na próxima corrida presidencial.
Especialistas costumam destacar que a rejeição é um dos indicadores mais importantes em campanhas eleitorais. Isso porque um candidato pode até possuir uma base fiel de apoiadores, mas encontrar dificuldades para ampliar seu eleitorado quando os índices de rejeição são elevados. Em outras palavras, conquistar novos votos pode se tornar uma tarefa mais complicada.
Nos últimos meses, o debate político tem se intensificado nas redes sociais e também nos eventos públicos. Temas ligados à economia, geração de empregos, segurança pública e custo de vida continuam entre as principais preocupações dos brasileiros. Esses assuntos tendem a influenciar diretamente a percepção dos eleitores sobre os candidatos que pretendem disputar a Presidência da República.
A pesquisa Gerp possui margem de erro de 2,19 pontos percentuais, para mais ou para menos. Isso significa que pequenas variações nos resultados podem ocorrer dentro desse intervalo sem alterar significativamente o panorama apresentado pelo estudo.
O nível de confiança do levantamento é de 95%, percentual considerado padrão em pesquisas eleitorais realizadas no Brasil. O estudo também foi registrado junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-09657/2026, conforme exigem as normas eleitorais vigentes.
De acordo com as informações divulgadas, o custo total da pesquisa foi de R$ 20 mil. O valor foi pago com recursos próprios, segundo os dados apresentados no registro oficial.
À medida que a eleição de 2026 se aproxima, novos levantamentos devem ser divulgados nas próximas semanas e meses. A expectativa é que os números continuem oscilando conforme o cenário político evolui e os pré-candidatos ampliam suas agendas pelo país. Por enquanto, os dados revelam um quadro de forte polarização e mostram que tanto Lula quanto Flávio Bolsonaro ainda enfrentam desafios importantes para reduzir a rejeição junto ao eleitorado brasileiro.