A região de Piura, no norte do Peru, viveu momentos de apreensão nesta terça-feira (11), depois que três terremotos foram registrados em um intervalo de menos de uma hora. Os tremores aconteceram próximos à cidade de Sechura, no Oceano Pacífico, e chegaram a magnitudes próximas de 4 pontos. Até o momento, não havia informações sobre pessoas feridas ou danos materiais provocados pelos sismos.
O episódio chama atenção porque ocorre poucos dias depois de uma sequência de terremotos registrada na região andina de Junín. Naquela ocasião, os tremores tiveram consequências mais graves e deixaram cinco pessoas mortas, além de provocar destruição em imóveis.
De acordo com informações do Centro Sismológico Nacional do Peru, o primeiro tremor desta terça-feira aconteceu por volta das 3h no horário local, o equivalente às 5h pelo horário de Brasília. Inicialmente, o abalo foi registrado com magnitude de 4,9. O epicentro ficou localizado a aproximadamente 64 quilômetros a sudoeste de Sechura, no mar, em frente à província que leva o mesmo nome.
O terremoto ocorreu a uma profundidade estimada em 24 quilômetros e alcançou intensidade III em Sechura. Embora não tenha sido considerado um evento de grande magnitude, a proximidade com a costa fez com que o tremor fosse percebido e acompanhado pelas autoridades.
Poucos minutos depois, às 3h02, um segundo terremoto foi registrado na mesma área. O abalo teve magnitude 4 e ocorreu a cerca de 61 quilômetros a sudoeste de Sechura. O epicentro estava a uma profundidade de aproximadamente 34 quilômetros.
Já o terceiro tremor aconteceu às 3h45, novamente na região próxima a Sechura. Segundo os registros oficiais, o sismo teve magnitude 4,1 e seu epicentro ficou a aproximadamente 67 quilômetros a sudoeste da cidade, com profundidade estimada em 23 quilômetros.
Apesar da sequência de abalos em um período tão curto, não houve registro de vítimas ou de grandes estragos nas cidades próximas. A localização dos epicentros, principalmente no oceano, também foi um dos fatores considerados pelas autoridades na avaliação dos riscos.
Nas redes sociais, a Diretoria de Hidrografia e Navegação da Marinha de Guerra do Peru informou que o terremoto de magnitude 4,9 não tinha condições de provocar um tsunami no litoral peruano. Por isso, nenhum alerta relacionado a ondas gigantes foi emitido.
O Peru está localizado em uma das áreas de maior atividade sísmica do planeta. O país faz parte do chamado Círculo de Fogo do Pacífico, uma extensa região que concentra grande parte dos terremotos e vulcões existentes no mundo. Aproximadamente 80% da atividade sísmica mundial ocorre nessa faixa.
A preocupação dos peruanos também é reforçada pelo histórico recente. Durante o mês de julho, terremotos atingiram a região de Junín e deixaram cinco mortos, além de casas destruídas e comunidades afetadas.
Um dos episódios mais lembrados aconteceu em 2007, quando um forte terremoto atingiu a região de Ica, no sul do Peru. O desastre também provocou um tsunami que atingiu o porto de Pisco. Cerca de 500 pessoas morreram e os prejuízos materiais foram enormes.
Diante desse histórico, cada nova sequência de tremores é acompanhada de perto pelas autoridades. No caso de Piura, apesar do susto provocado pelos três terremotos desta terça-feira, até o momento o cenário é de relativa tranquilidade, sem relatos de vítimas ou grandes danos.