Peça-chave do fornecimento de fuzis para o TCP no Complexo da Maré é preso

Operação Forja: A Captura de um dos Principais Fornecedores de Armas do TCP na Maré

Nesta terça-feira, dia 30, a Polícia Federal prendeu um homem que é considerado um dos principais operadores da produção e fornecimento de fuzis para o TCP, ou Terceiro Comando Puro, no Complexo do Maré, localizado na zona Norte do Rio de Janeiro. Clayton Come Ribeiro, o traficante em questão, foi alvo de um mandado de prisão preventiva que faz parte da segunda fase da Operação Forja, uma ação que visa combater o tráfico de drogas e armamentos na região.

O Papel de Clayton no TCP

Clayton era responsável pela logística de fornecimento de armas e munições para a facção criminosa. De acordo com informações obtidas pela CNN Brasil, ele era considerado uma figura de confiança de Alexandre Ramos do Nascimento, conhecido no submundo como “o Pescador”. Este, por sua vez, assumiu a liderança do tráfico no Complexo da Maré após a morte de um rival em 2025, e também está foragido.

A operação revela não apenas a importância de Clayton dentro da estrutura do TCP, mas também suas ambições. Ele estava planejando a criação de uma fábrica clandestina de fuzis na Maré, o que demonstra uma tentativa de expandir ainda mais o poderio bélico da facção. O “Pescador” é descrito como alguém com um histórico criminal extenso, e há indícios de que ele pode ter ligações com Álvaro Malaquias Santa Rosa, conhecido como Peixão, que é considerado uma das figuras mais influentes do TCP.

A Dimensão Nacional das Atividades Criminosas

A Polícia Federal informou que Clayton já havia sido objeto de investigações em outros estados do Brasil, o que evidencia a dimensão nacional da sua rede de fornecimento de armamentos. Ele é suspeito de crimes graves, incluindo organização criminosa, fabricação ilegal de armas de fogo e lavagem de dinheiro. As investigações revelaram que ele está ligado a fábricas clandestinas desmanteladas em Minas Gerais e Campinas, em São Paulo, durante a primeira fase da Operação Forja, que ocorreu em outubro de 2025.

O Impacto da Operação Forja

Além da prisão de Clayton, durante a operação realizada nesta terça-feira, foram cumpridos outros mandados de prisão e busca e apreensão. Um dos alvos foi detido por estar foragido por tentativa de homicídio qualificado e por manter vínculos com o TCP. As ações da polícia visam desmantelar a estrutura que o tráfico de drogas mantém no Complexo da Maré, onde o domínio é exercido por meio de intimidação e controle das atividades da população local.

  • Domínio Social: A Polícia Federal classifica a imposição de domínio social como uma circunstância agravante, mostrando a complexidade da atuação criminosa em áreas dominadas por organizações como o TCP.
  • Força-Tarefa Missão Redentor II: Essa operação se insere em um projeto mais amplo, coordenado pela Polícia Federal, que busca desarticular organizações criminosas em todo o estado do Rio de Janeiro.

Próximos Passos e Consequências

Após a prisão, os detidos e materiais apreendidos foram levados para a Superintendência Regional da PF no Rio de Janeiro, onde serão realizados os procedimentos necessários, como a lavratura do auto de prisão em flagrante e o registro formal da cadeia de custódia. Em breve, os detidos serão encaminhados ao sistema prisional, onde permanecerão à disposição da Justiça.

A CNN Brasil está em contato com a defesa de Clayton, mas até o momento não obteve uma resposta oficial. O caso segue em desenvolvimento, e novas informações podem surgir, revelando mais sobre a intricada rede de tráfico e armamento que opera na Maré.

Conclusão

A prisão de Clayton Come Ribeiro é um passo significativo na luta contra o tráfico de armas e drogas no Rio de Janeiro. A Operação Forja não apenas ressalta a importância da ação policial, mas também expõe o quanto a criminalidade organizada está entranhada na sociedade. O que se espera agora é que essa ação traga um impacto real na segurança da população e na desarticulação de facções criminosas que atuam na região.



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