Não sei se você já ouviu, mas tem uma galera muito séria estudando a tal da felicidade e a saúde das pessoas. Um deles é o Jeremy Nobel, que criou o Projeto Jeremy Nobel e ainda trabalha como professor de clínica geral em Harvard. Ele diz que, de forma bem real mesmo, as conexões sociais são tipo a chave pra gente ser feliz e se manter saudável. E, olha, isso não é papo furado, não!
Nobel e Michelle Williams, que é diretora da Faculdade de Saúde Pública de Harvard, escreveram um artigo pro The Boston Globe falando de como a solidão e o isolamento social estão ligados até a mortes que poderiam ser evitadas. Segundo eles, a solidão tem um impacto imenso, sendo comparável a fumar 15 cigarros por dia ou ao abuso de álcool. É como se, aos poucos, ela fosse “matando” a vitalidade das pessoas, tirando a produtividade e até a alegria de viver. Nobel e Williams falaram que a solidão não só deixa a gente infeliz, mas que realmente pode matar.
E, pra eles, esse é um assunto que merece a nossa atenção, como uma questão nacional mesmo, de saúde pública. Eles acreditam que, se olharmos pra isso com seriedade, dá pra diminuir essas mortes que são tristes e, em muitos casos, evitáveis.
Solidão: o mal silencioso
O Nobel explicou que, hoje em dia, mais de um terço dos adultos vive com solidão crônica, e uns 65% das pessoas dizem se sentir solitárias em boa parte do tempo. Agora, imagina os idosos, que além de passarem por limitações físicas por causa de doenças, ainda enfrentam dificuldades pra se locomover ou até pra ouvir direito. Sem transporte, sem acesso fácil pra encontrar pessoas, a situação deles só piora.
Engraçado é que a vida moderna, com tanta tecnologia e rede social, em vez de aproximar as pessoas, parece que criou uma barreira invisível. A gente vê postagens nas redes mostrando alegria e amizade, mas raramente alguém compartilha seus momentos de angústia e isolamento. Quem vê de fora pensa que tá todo mundo bem e feliz, enquanto a realidade é outra. Essa busca pela vida perfeita nas redes acaba até aumentando a sensação de solidão em quem já se sente pra baixo.
E aí, como é que sai disso?
Olha só, uma dica que eles deram é tentar se desconectar um pouco do digital e focar mais nas interações cara a cara. Tipo, marcar de encontrar um amigo, bater um papo tomando café, ou dar uma volta juntos. E se não tiver como ver a pessoa ao vivo, vale até ligar, dar uma conversada por telefone. O importante é se conectar de verdade, não só de forma superficial, porque isso faz um bem danado.
A gente pode até tentar burlar a solidão com mil coisas pra fazer, mas, no fundo, a solução tá em estar perto de quem a gente gosta, realmente algo muito incrível, que chamou a atenção de pessoas ao redor do mundo.