Pai de Janja morre, aos 83 anos, por falência múltipla de órgãos, informa governo

O pai da primeira-dama, Janja da Silva, José Clóvis da Silva, veio a óbito na noite da última quarta-feira, 10, em Curitiba, no Paraná, informou o governo federal. Aos 83 anos, José Clóvis veio a óbito vítima de falência múltipla de órgãos. Até o momento, a esposa de Luiz Inácio Lula Da Silva não se pronunciou sobre o caso.

Por meio de uma nota de pesar compartilhada pelo Palácio do Planalto e assinada pelo chefe do poder executivoda, Luiz Inácio Lula da Silva, pede que “respeitem a privacidade neste momento”.

Vale lembrar que em 2020, a mãe de Janja da Silva, Vani Terezinha Ferreira, morreu em São Bernardo do Campo, em São Paulo, por complicações decorrentes da covid-19. A mãe da primeira dama havia contraído a doença após precisar passar por uma internação por uma infecção urinária.

Leia a íntegra da nota divulgada pelo Palácio do Planalto:

Venho, através desta, confirmar o falecimento de seu José Clovis da Silva, 83 anos, pai da minha esposa Janja Lula da Silva, na noite de ontem (10), em Curitiba, por falência de múltiplos órgãos.

Em respeito a seu Clovis, a Janja e à família, peço que respeitem a privacidade deste momento.

Luiz Inácio Lula da Silva,

presidente da República

Janja defende Lula após falas sobre Israel e holocausto: “Se referiu ao governo genocida”

Janja Lula da Silva, fez uso de suas redes sociais nesta última segunda-feira, 19, para defender as declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com relação à atuação de Israel na Faixa de Gaza. No último domingo, o chefe do poder executivo comparou as ações das forças israelense em Gaza ao holocausto — genocídio cometido por Hitler contra os judeus na Segunda Guerra.

Por meio de uma publicação na rede social X, antigo Twitter, Janja defendeu o marido e disse ter “orgulho” de Lula.

“Orgulho do meu marido, que, desde o início desse conflito na Faixa de Gaza, tem defendido a paz e principalmente o direito à vida de mulheres e crianças, que são maioria das vítimas. Tenho certeza que se o Presidente Lula tivesse vivenciado o período da Segunda Guerra, ele teria da mesma forma defendido o direito à vida dos judeus”, escreveu. “A fala se referiu ao governo genocida e não ao povo judeu. Sejamos honestos nas análises”.

Nesta segunda-feira, 19, Luiz Inácio Lula da Silva se juntou com seu assessor especial para tratar de assuntos internacionais, Celso Amorim, o ministro das Comunicações, Paulo Pimenta, e outros membros do governo para debater uma “saída” para a crise diplomática. Também nesta segunda, o governo israelense disse que o presidente brasileiro é uma “persona non grata”. 

O instrumento jurídico é utilizado para indicar que um representante oficial estrangeiro não mantém mais o status diplomático ou consular, tampouco as imunidades e privilégios correspondentes. Em pratica, o anúncio israelense impossibilita que Lula seja recebido em visitas oficiais ao país. Contudo, a medida não autoriza sua expulsão ou remoção compulsória caso Lula viaje ao país de férias, por exemplo.

O Governo israelense ainda resolveu realizar uma reunião com o embaixador do Brasil em Israel no museu do Holocausto, em Jerusalém. Habitualmente, o encontro ocorreria no Ministério das Relações Exteriores. A alteração no protocolo é vista como ato simbólico após as declarações de Lula.



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