O sacerdote se viu envolvido em uma polêmica numa cafeteria de Joinville, Santa Catarina, e resolveu rebater as acusações do rapaz demitido
Na quarta-feira, 14 de maio, a história entre o padre Fábio de Melo e Jair José Aguiar da Rosa, ex-gerente do café Havanna de Joinville (SC), ganhou mais um capítulo. O religioso, que foi chamado de mentiroso por Jair, decidiu reagir e rebater as acusações que o rapaz fez.
Fábio de Melo se defendeu, dizendo: “Ele está dizendo que eu menti sobre o que aconteceu, mas eu não tenho nenhum motivo pra mentir. Ele fala das câmeras de segurança, dizendo que não houve desrespeito. Ele ainda disse que eu nem vi o preço do doce de leite. Então, peguem as câmeras e vejam que quem foi até a estante pegar o doce de leite fui eu. Eu vi o preço e depois entreguei o produto para as pessoas que estavam comigo”, explicou.
O padre continuou seu relato, dizendo que estava olhando outros produtos quando foi chamado ao caixa para esclarecer a diferença de preços: “Foi quando o gerente começou a perguntar quem tinha colocado o preço errado. Ele teve uma discussão pequena com as funcionárias, mas na hora, eu achei que não era o momento pra discutir quem foi o responsável pelo erro de preço. Era hora de falar comigo”, detalhou Fábio.
Sobre o comportamento de Jair, padre Fábio fez mais revelações: “Ele não trocou palavra comigo, nem eu com ele. Ele chegou e falou bem alto, pra todo mundo ouvir: ‘o preço é esse. Quem quiser levar, leva, mas eu não posso mudar no sistema’. E foi só isso”, contou, ainda no post.
Ele também lembrou do desrespeito que havia falado nos stories que publicou sobre o ocorrido: “O desrespeito que mencionei nos vídeos que fiz foi porque a Lei do Direito do Consumidor é bem clara. O preço anunciado deve ser cumprido, mesmo que não esteja no sistema da loja”, destacou, com firmeza.
No final, o padre Fábio reforçou que o gerente não se dirigiu a ele em nenhum momento durante a situação. Ele também afirmou que a caixa que estava atendendo é sua testemunha: “Eu realmente lamento que ele tenha sido demitido, mas não sei o histórico dele, como ele trabalhava lá. O que eu quis dizer é que nenhum estabelecimento comercial pode estar acima da Lei do Direito do Consumidor. Nenhum gerente pode fazer algo que contrarie a lei”, concluiu.
Essa troca de acusações acabou ganhando destaque e gerando uma reflexão sobre o respeito às normas de consumo, principalmente em tempos em que muitas pessoas se sentem lesadas por práticas comerciais que não seguem as regras. O padre, com seu jeito tranquilo, parece estar buscando uma forma de esclarecer os fatos e deixar claro que, para ele, o mais importante é a defesa dos direitos dos consumidores, sem qualquer tipo de revide ou ofensa pessoal.