OAB pede que WhatsApp responda por golpes de “falsos advogados”

A OAB SP Luta Contra Golpes de Falsos Advogados

A Ordem dos Advogados do Brasil, Seção São Paulo (OAB SP), está enfrentando um problema alarmante: o aumento dos golpes realizados por falsos advogados através do WhatsApp. Para lidar com essa situação crítica, a OAB SP decidiu tomar uma atitude radical e entrou com uma Ação Civil Pública na Justiça Federal. Essa ação tem como foco responsabilizar a Meta, a Anatel e as operadoras de telefonia, como Vivo, Claro e Tim, que, segundo a entidade, não têm feito o suficiente para combater esse tipo de crime.

Aumento de Golpes e Denúncias Recebidas

Entre os meses de fevereiro e setembro deste ano, a OAB SP recebeu nada menos que 3.977 denúncias de uso indevido de credenciais de advogados. É surpreendente, mas em 76,3% dos casos, os clientes que foram enganados acabaram sofrendo perdas financeiras significativas. Esses dados não só revelam a magnitude do problema, mas também a urgência de ações efetivas para proteger a população.

Leonardo Sica, presidente da OAB SP, comentou sobre a situação: “Esse crime passa por um tipo de engenharia social que se beneficia da ausência de controle do aplicativo, em especial o WhatsApp, e das operadoras de telefonia.” Essa declaração expõe uma realidade que muitos usuários de tecnologia enfrentam atualmente, onde a falta de segurança e controle pode levar a consequências desastrosas.

Ação da OAB: O Que Está em Jogo?

A ação da OAB SP solicita que a Meta, empresa responsável pelo WhatsApp, seja obrigada a eliminar perfis que se fazem passar por advogados em um prazo de duas horas após serem notificados pela entidade. Caso não cumpra essa exigência, a Meta poderá enfrentar uma multa diária de R$ 20 mil. Além disso, a OAB SP pede a criação de um canal exclusivo para denúncias, a instalação de alertas automáticos para avisar os usuários sobre mensagens suspeitas e até mesmo a implementação de filtros que possam identificar golpistas, incluindo tecnologias avançadas como o reconhecimento facial no momento da criação da conta.

Demandas às Operadoras de Telefonia

As operadoras de telefonia também não escapam da responsabilidade. A OAB SP exige que elas desenvolvam sistemas mais rigorosos para verificar a identidade de novos usuários, incluindo o uso de biometria. A entidade quer ainda a criação de um canal que permita o bloqueio imediato de números que estejam envolvidos em fraudes, além de mecanismos de segurança que dificultem a prática de golpes relacionados à troca de chip, conhecida como SIM swap.

A Importância da Fiscalização da Anatel

A Anatel, que regula o setor de telecomunicações, também está na mira da OAB SP. A entidade solicita que a Anatel realize uma fiscalização mais rigorosa sobre as operadoras e investigue possíveis falhas nos sistemas que possam facilitar a atuação dos golpistas. Nesse cenário, a colaboração entre as autoridades e as empresas é fundamental para garantir a segurança dos cidadãos.

Consequências e Danos Morais

Além das exigências práticas, a OAB SP também pede que a Meta, as operadoras de telefonia e a Anatel sejam condenadas a pagar R$ 1 milhão em danos morais coletivos. Esse valor deve ser usado para financiar campanhas públicas que alertem a população sobre o golpe do falso advogado. A OAB SP também está buscando indenizações individuais para advogados que foram prejudicados por essas fraudes.

O Que Diz a Meta?

Em resposta a essa questão, a Meta informou que não comentaria o assunto no momento. A CNN Brasil, que trouxe essa informação à tona, também está tentando entrar em contato com a Anatel e as operadoras Vivo, Claro e Tim para obter mais esclarecimentos.

Considerações Finais

O aumento dos golpes digitais é uma realidade preocupante que afeta milhões de brasileiros. Em 2024, mais da metade da população já se declarou vítima de algum tipo de golpe online. Por isso, a luta da OAB SP é um reflexo da necessidade urgente de uma ação conjunta entre empresas de tecnologia e órgãos reguladores para garantir a segurança de todos. É fundamental que os cidadãos estejam sempre alerta e informados sobre os riscos e as práticas seguras para evitar cair em armadilhas. Se você já foi vítima ou conhece alguém que passou por isso, compartilhe sua história e ajude a criar uma rede de conscientização.



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