O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) voltou a causar burburinho nas redes sociais nesta quarta-feira (15). Em uma publicação feita no X (antigo Twitter), ele disse que um comitê ligado ao Judiciário da Câmara dos Estados Unidos teria revelado uma suposta tentativa do ministro Alexandre de Moraes, do STF, de acessar dados pessoais dele — isso já quando ele estava morando em território americano.
A declaração chamou atenção, claro. Não só pelo conteúdo, mas também pelo tom. Eduardo não trouxe provas detalhadas na postagem, mas levantou uma suspeita que rapidamente ganhou repercussão entre apoiadores e críticos.
Na publicação, ele questiona diretamente qual teria sido o objetivo dessa possível ação. E não foi uma pergunta qualquer, foi quase uma acusação embalada em dúvida. Segundo ele, poderia existir uma tentativa de criar um cenário para uma eventual prisão fora do Brasil. Algo que, na visão dele, dependeria de brechas no seu status migratório.
“Será que estavam tentando montar um caminho pra isso?”, praticamente insinuou.
Na sequência, ele fez uma comparação com outro episódio recente envolvendo o nome de Alexandre Ramagem. Eduardo citou o uso de mecanismos ligados à imigração dos Estados Unidos, como o ICE, sugerindo que poderia ter havido uma tentativa semelhante de atuação — o que ele classificou como indevido. Esse ponto, inclusive, tem sido bastante debatido nos últimos dias em alguns círculos políticos.
O tom da mensagem ficou ainda mais duro depois. Eduardo classificou toda essa situação como “grave”, sem meias palavras. Disse que, se isso realmente aconteceu, seria um tipo de interferência preocupante. Segundo ele, autoridades brasileiras não deveriam, em hipótese alguma, tentar usar instituições estrangeiras como ferramenta de perseguição política.
E aí ele foi além.
Afirmou que é importante que os próprios americanos fiquem atentos. Segundo ele, existe o risco de que autoridades brasileiras tentem “passar a perna”, digamos assim, nas instituições dos Estados Unidos. A expressão que ele usou foi mais direta, mas a ideia gira em torno disso: evitar que órgãos internacionais sejam usados de forma indevida.
Esse tipo de declaração vem em um momento delicado. Nos últimos meses, a relação entre figuras políticas brasileiras e decisões do STF tem gerado bastante tensão. Casos envolvendo investigações, bloqueios de redes sociais e até medidas judiciais fora do comum estão frequentemente no centro das discussões.
Além disso, o fato de Eduardo Bolsonaro estar fora do Brasil adiciona uma camada a mais nessa história. Fica aquela sensação de disputa que ultrapassa fronteiras, o que, convenhamos, não é algo tão comum assim — pelo menos não de forma tão explícita.
Por outro lado, até o momento, não houve uma resposta oficial detalhada por parte das autoridades citadas na fala dele. Isso deixa o cenário meio nebuloso, com muitas interpretações possíveis e poucas confirmações concretas.
The U.S. House Judiciary Committee revealed that justice Alexandre de Moraes attempted to access my personal data while I was already residing in the U.S.
— Eduardo Bolsonaro🇧🇷 (@BolsonaroSP) April 15, 2026
I ask: what was the intention? To create the conditions for a possible arrest of me on U.S. soil, if my immigration status… pic.twitter.com/Yucfii4392
No fim das contas, o episódio mostra mais um capítulo dessa tensão política que parece não dar trégua. Cada nova declaração vira combustível pra mais debate, mais polêmica e, claro, mais divisão de opiniões.
E como já virou rotina, o assunto deve continuar rendendo — seja nas redes sociais, seja nos bastidores da política.