Nikolas Ferreira e Eduardo Bolsonaro divulgam foto polêmica de Maduro preso

A manhã deste sábado (3/1) começou agitada nas redes sociais e rapidamente virou assunto em grupos de WhatsApp, timelines e rodas de conversa política. O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro e o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) comemoraram publicamente o que chamaram de captura do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, durante uma ação militar dos Estados Unidos em Caracas. A informação, divulgada com entusiasmo pelos dois parlamentares, causou impacto imediato, mesmo sem confirmação oficial.

No X, antigo Twitter, Eduardo e Nikolas compartilharam uma imagem em que Maduro aparece sendo levado por dois soldados norte-americanos. Os militares usam coletes com a sigla da DEA, agência dos Estados Unidos conhecida por atuar no combate ao tráfico internacional de drogas. Até o momento, nenhuma autoridade norte-americana ou venezuelana confirmou a veracidade da foto, mas isso não impediu a repercussão, que cresceu em ritmo acelerado.

Além da suposta prisão, os Estados Unidos teriam atacado diversas regiões da Venezuela neste sábado. Explosões em Caracas e em áreas estratégicas foram citadas por perfis alinhados à direita, enquanto apoiadores do regime venezuelano tentavam desmentir as informações. O clima era de confusão, versões desencontradas e muita especulação, algo que já virou rotina quando o assunto envolve a crise venezuelana.

Eduardo Bolsonaro, que teve seu mandato cassado, foi direto no tom. Em sua publicação, afirmou que o regime de Maduro é o “pilar financeiro, logístico e simbólico” do Foro de São Paulo, organização que reúne partidos e movimentos de esquerda da América Latina e do Caribe. O grupo foi fundado nos anos 1990 pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em parceria com o então líder cubano Fidel Castro. Para Eduardo, a queda de Maduro representaria um duro golpe nessa articulação política.

O ex-deputado também escreveu que a captura de Maduro com vida colocaria Lula, o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, e outros líderes ligados ao Foro de São Paulo diante de “dias terríveis” pela frente. A frase foi interpretada por apoiadores como um aviso de que novas revelações poderiam surgir. Ele encerrou a postagem celebrando o que chamou de avanço da liberdade na América Latina, num tom quase triunfalista.

Nikolas Ferreira seguiu a mesma linha, mas com o estilo provocador que já virou sua marca registrada. O deputado desejou que todos os “ditadores ou juízes autoritários” da América Latina tivessem o mesmo destino de Maduro. Em outra publicação, misturou política com ironia ao brincar com a recente polêmica envolvendo as sandálias Havaianas, dizendo que “2026 começou com os dois pés na porta da casa” do presidente venezuelano.

Não satisfeito, Nikolas ainda ironizou ao afirmar que agora só faltava Maduro “dedurar o Lula”, sugerindo uma ligação direta entre o governo brasileiro e o regime venezuelano. A frase inflamou ainda mais o debate, com críticas duras de um lado e aplausos entusiasmados do outro.

Enquanto isso, especialistas e jornalistas pediam cautela. A ausência de confirmação oficial levantou dúvidas sobre a autenticidade das imagens e das informações divulgadas. Mesmo assim, o episódio mostra como a política internacional virou munição constante no embate ideológico brasileiro, principalmente às vésperas de um novo ciclo eleitoral.

Se a captura de Maduro for real ou não, ainda é cedo pra dizer. Mas uma coisa é certa: bastou uma imagem e algumas postagens para incendiar o debate político no Brasil e reforçar o clima de polarização que segue firme, sem dar sinais de trégua.



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