Caroline Mayorga, residente em São Paulo, teve uma experiência preocupante que converteu um desconforto inicialmente associado a gases em um diagnóstico sério. Sua experiência ressalta a relevância de não menosprezar sintomas que pareçam triviais.
Em novembro, Caroline começou a experienciar intensas dores na região do lado esquerdo da costela e entre o ombro e o pescoço, inicialmente interpretadas como resultado de problemas digestivos.
As dores continuaram por um longo período, o que a levou a procurar assistência médica. Inicialmente, ela esperava por um tratamento breve e a possibilidade de sair rapidamente do hospital, porém a realidade foi drasticamente diferente.
Após uma bateria de exames, incluindo tomografias do tórax e abdômen, os médicos identificaram um quadro de infarto pulmonar bilateral, uma condição grave que demandou sua imediata admissão na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), onde permaneceu hospitalizada por seis dias.
De acordo com o pneumologista Rodolfo Behrsin, o infarto pulmonar é uma consequência decorrente de uma embolia pulmonar, em que um coágulo bloqueia um vaso sanguíneo, interrompendo o fluxo sanguíneo e ocasionando a morte do tecido na área afetada. Os sinais indicativos incluem dificuldade respiratória, dores nas costas e presença de estrias de sangue no muco.
Fatores como o uso de contraceptivos, tabagismo, períodos prolongados de imobilização e condições específicas, como trombofilias, podem aumentar a probabilidade de uma embolia pulmonar. No caso de Caroline, que estava utilizando contraceptivos, ela agora está em um tratamento com medicamentos anticoagulantes.
A experiência de Caroline destaca a necessidade essencial de estar atento aos sinais do corpo e a importância de buscar ajuda médica diante de sintomas atípicos.