MP indica que Deolane sofre de síndrome do pânico na prisão

A situação envolvendo Deolane Bezerra voltou a ganhar destaque nesta semana depois que um relatório apresentado pelo Ministério Público de São Paulo trouxe novos detalhes sobre a rotina da influenciadora dentro da Penitenciária Feminina de Tupi Paulista. O documento foi apresentado durante o julgamento do pedido da defesa para que ela deixasse a prisão e pudesse cumprir a medida em casa ou, alternativamente, fosse transferida para uma Sala de Estado-Maior.

Presa há cerca de 45 dias, Deolane responde a investigações por supostos crimes de lavagem de dinheiro e associação criminosa. Enquanto a defesa tenta convencer a Justiça de que ela deveria deixar o presídio, o Ministério Público apresentou informações que, segundo o órgão, enfraquecem os argumentos usados pelos advogados.

Um dos pontos que mais chamou atenção no relatório diz respeito ao estado emocional da influenciadora. Conforme o documento, Deolane relatou sofrer com síndrome do pânico e, justamente por isso, preferiu não permanecer sozinha na cela. Apesar de existir a possibilidade de ocupar um espaço individual dentro do pavilhão onde está presa, ela teria escolhido dividir a cela com outra detenta.

Segundo o Ministério Público, essa decisão foi tomada de forma voluntária e também contou com a concordância da outra presa. O relatório explica que o medo de ficar sozinha, principalmente durante o período em que as celas permanecem fechadas, foi determinante para essa escolha. A informação acabou chamando atenção porque a defesa vinha apontando dificuldades enfrentadas por Deolane dentro da unidade prisional.

Além disso, o Ministério Público rebateu diversas críticas feitas sobre as condições do presídio. No documento, o órgão afirma que não encontrou irregularidades relacionadas ao atendimento médico, alimentação, higiene ou segurança durante as inspeções realizadas. Também informou que não foram constatados problemas como superlotação, falta de água potável ou presença de animais peçonhentos, situações citadas pela defesa como justificativa para a transferência da influenciadora.

Outro detalhe apresentado pelo relatório é que Deolane está alojada no chamado Pavilhão Especial da penitenciária. De acordo com a descrição do Ministério Público, esse setor possui características diferentes das demais áreas da unidade, oferecendo um contato bastante limitado entre a investigada e o restante da população carcerária. Isso, segundo o órgão, garante maior segurança e preserva sua integridade física.

A defesa, por outro lado, continua sustentando que a permanência dela na prisão não seria adequada. Os advogados insistem que, por ser inscrita na Ordem dos Advogados do Brasil, Deolane teria direito a cumprir a prisão em uma Sala de Estado-Maior. Caso esse entendimento não seja aceito pela Justiça, a defesa pede que ela seja autorizada a responder ao processo em prisão domiciliar.

Enquanto isso, o Ministério Público mantém posição contrária ao pedido. Na avaliação do órgão, não existem elementos suficientes que justifiquem a mudança do regime de cumprimento da prisão cautelar neste momento. O relatório apresentado reforça justamente esse entendimento ao destacar que as condições da unidade são consideradas adequadas e que diversas alegações apresentadas pelos advogados não foram confirmadas.

O caso segue sendo acompanhado de perto e continua repercutindo nas redes sociais, onde Deolane mantém uma grande base de seguidores. A expectativa agora é pela decisão da Justiça sobre o pedido da defesa. Até que isso aconteça, ela permanece detida na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, aguardando os próximos desdobramentos do processo que continua entre os assuntos mais comentados dos últimos dias.



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