Motivo de Ancelotti para barrar Neymar na Copa vem à tona e gera revolta

A vitória da Seleção Brasileira por 2 a 1 sobre o Japão, pelas oitavas de final da Copa do Mundo, segue dando o que falar entre torcedores, comentaristas e nas redes sociais. Apesar da classificação garantida, um detalhe acabou roubando a cena depois do apito final: Neymar passou os 90 minutos no banco de reservas e sequer entrou em campo no NRG Stadium, em Houston, nos Estados Unidos.

A ausência do camisa 10 durante toda a partida virou assunto logo após o confronto. Muitos esperavam que o craque fosse utilizado principalmente no segundo tempo, quando o jogo estava bastante equilibrado. No entanto, o técnico Carlo Ancelotti optou por manter a equipe sem mudanças que alterassem a estrutura tática, decisão que dividiu opiniões.

Na entrevista coletiva depois da classificação, o treinador italiano explicou que a ideia inicial realmente era colocar Neymar em campo. Segundo ele, o planejamento da comissão técnica previa a entrada do atacante por volta dos 60 ou 65 minutos, mas tudo mudou conforme a partida foi acontecendo.

“Estávamos esperando o Neymar para a prorrogação. Falei com ele, ele entraria no minuto 60 ou 65. Empatamos o jogo e não queria mudar a estrutura porque a equipe tinha o controle do jogo”, afirmou Ancelotti aos jornalistas.

A declaração deixou claro que o comandante preferiu priorizar o rendimento coletivo em vez de apostar em uma mudança mais ousada. Mesmo com a pressão de um confronto eliminatório, ele acreditou que o Brasil estava conseguindo controlar as ações e não viu necessidade de mexer em um time que vinha funcionando.

Durante boa parte do segundo tempo, Vinícius Júnior, Gabriel Martinelli e Matheus Cunha conseguiram manter a intensidade ofensiva, pressionando a defesa japonesa e criando espaços importantes. Na visão da comissão técnica, colocar Neymar naquele momento significaria alterar a dinâmica do meio-campo e também o comportamento defensivo da equipe, algo considerado arriscado diante da velocidade apresentada pelos japoneses nas transições.

A estratégia acabou dando resultado. Quando a partida já caminhava para uma possível prorrogação, Martinelli apareceu para marcar o gol da vitória, garantindo a classificação brasileira sem a necessidade de disputar mais 30 minutos. Com isso, o plano de utilizar Neymar no tempo extra acabou nem sendo necessário.

Vale lembrar que o camisa 10 vive um momento especial em sua trajetória pela Seleção. Depois de ficar mais de 900 dias afastado por causa da grave lesão sofrida em 2023, ele voltou a vestir a camisa do Brasil na partida anterior, contra a Escócia. Na ocasião, entrou nos minutos finais e comemorou bastante o retorno aos gramados, emocionando muitos torcedores.

Mesmo assim, parte da torcida esperava vê-lo atuar novamente diante do Japão. Nas redes sociais, o assunto rapidamente entrou entre os mais comentados. Enquanto alguns criticaram a escolha de Ancelotti, outros defenderam completamente a postura do treinador, destacando que o mais importante era conquistar a vaga nas quartas de final.

As opiniões ficaram bastante divididas. Um internauta escreveu: “Essa não é a pergunta correta. O questionamento é: Neymar foi convocado para quê?”. Outro preferiu apoiar o treinador e comentou: “Concordo plenamente. O técnico sabe o que faz. Eu só assisto e morro do coração kkkkk”. Já um terceiro também demonstrou estranheza com a situação ao perguntar por que o atacante foi convocado se não seria utilizado.

Enquanto o debate continua na internet, Ancelotti demonstra tranquilidade e reforça que todas as decisões são tomadas pensando no desempenho da equipe ao longo da competição. Com o Brasil agora classificado para a próxima fase da Copa do Mundo, a expectativa aumenta sobre uma possível utilização de Neymar no próximo compromisso da Seleção. Resta saber se o treinador manterá a mesma estratégia ou se finalmente dará ao camisa 10 a oportunidade de voltar a ser protagonista dentro de campo em um duelo decisivo.



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