A morte do jornalista Jorge Luiz Mansur Javorski, aos 66 anos, provocou uma comoção imediata nas redes sociais e entre profissionais da comunicação do Paraná. A notícia começou a circular ainda nas primeiras horas desta quinta-feira (22) e rapidamente ganhou repercussão. Jorge estava internado no Hospice Erasto Gaertner, em Curitiba, onde enfrentava um câncer metastático. A confirmação do falecimento pegou colegas e amigos de surpresa, mesmo entre aqueles que acompanhavam de perto sua luta contra a doença.
Com uma trajetória longa e respeitada, Jorge construiu sua carreira no jornalismo com paciência, ética e, principalmente, humanidade. Atuou como repórter na Editora O Estado do Paraná e também na Gazeta do Povo, veículos tradicionais do estado. Desde a década de 1980, se dedicou à cobertura de saúde, área complexa, técnica e muitas vezes sensível. Não era só sobre números, dados ou diagnósticos. Jorge tinha o cuidado de explicar, contextualizar e, acima de tudo, respeitar as histórias por trás das notícias.
Quem trabalhou com ele costuma repetir a mesma frase: era um jornalista que sabia ouvir. Em tempos em que a pressa domina as redações e o clique parece mais importante que o conteúdo, Jorge seguia um caminho quase contrário. Apurava com calma, checava informações e escrevia de forma clara, acessível. Talvez por isso tenha se tornado referência quando o assunto era comunicação em saúde no Paraná.
Além das redações, Jorge também teve passagem importante pela assessoria de imprensa. Atuou no Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná (HC-UFPR) e no Médicos dos Olhos, sempre ligado à área da saúde. Nesse período, ajudou a aproximar médicos, pacientes e imprensa, algo que nem sempre é simples. Era respeitado tanto por jornalistas quanto por profissionais da saúde, o que não é pouca coisa.
Fora do ambiente profissional, Jorge mostrava nas redes sociais um lado leve e apaixonado pela vida. Gostava de Música Popular Brasileira (MPB), comentava artistas, letras e lembranças que certas canções traziam. Também era fã declarado de futebol. Torcedor assumido, nunca escondeu o carinho pelo Paraná Clube e pelo Fluminense. Em dias de jogo, era comum vê-lo dividir análises, comemorações e, claro, algumas lamentações — porque futebol é isso também.


Comoção nas redes
A despedida de Jorge foi marcada por uma verdadeira enxurrada de homenagens. Jornalistas, assessores, amigos de longa data e até pessoas que conviveram pouco com ele fizeram questão de deixar uma mensagem. Não eram textos frios ou protocolares. Pelo contrário, muitos depoimentos carregavam emoção, saudade e gratidão.
“Triste amanhecer com a notícia da partida do Jorge. Sem dúvida, uma daquelas pessoas que passam pela vida com a missão de espalhar amor, de ser exemplo de força, de resiliência, de contagiar a todos com sua alegria. Foi uma honra ter sua amizade. Vá em paz meu querido”, escreveu um colega.
Outro amigo destacou o legado profissional deixado por ele. “Muito triste, mesmo! Jorge foi uma referência na comunicação voltada para a saúde, além de ser uma pessoa de uma gentileza incrível”. Já uma amiga resumiu o sentimento coletivo em poucas palavras, mas cheias de significado: “Uma das pessoas mais generosas que conheci na vida. Que siga sendo luz na vida das pessoas, principalmente da família, só que agora em outro plano”.
O velório de Jorge acontece no Memorial Luto Curitiba, na Avenida Presidente Kennedy, 1013, até as 23h desta quinta-feira. A cremação será realizada no Crematório Luto Curitiba, localizado em Fazenda Rio Grande, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC).
Aos familiares, amigos e colegas de profissão, ficam os sentimentos e o reconhecimento por uma história marcada pelo compromisso com a informação e, acima de tudo, com as pessoas.