Maria Leonor de Barros Saad, uma das herdeiras do Grupo Bandeirantes e ex-diretora da emissora, faleceu neste domingo (9), aos 76 anos. Conhecida carinhosamente como Nonô, ela deixa três filhos e quatro netos. A família preferiu não divulgar a causa do falecimento, preservando a privacidade em um momento de luto.
Nonô teve uma trajetória marcante dentro do grupo fundado por seu pai, João Jorge Saad (1919-1999). Como filha mais velha, desempenhou um papel de destaque na história da Band, sendo responsável pela coordenação da venda de programas da emissora para diferentes países. Segundo comunicado oficial divulgado pela Rádio Band News FM, ela teve uma contribuição significativa na preservação do valioso acervo histórico da empresa, que reúne 88 anos de registros.
O legado de uma visionária
Maria Leonor não era apenas uma herdeira de um dos maiores grupos de comunicação do Brasil; ela também foi uma peça fundamental no fortalecimento e na expansão da Band. Sua visão estratégica ajudou a projetar a emissora no mercado internacional, em um período em que a globalização ainda engatinhava. Essa habilidade a destacou como uma profissional que ia além dos limites impostos pela época.
A paixão de Nonô pelo legado da família foi visível em suas ações. Enquanto alguns se acomodam em posições de destaque, ela optou por arregaçar as mangas e trabalhar para garantir que o acervo do grupo fosse preservado e valorizado. A emissora reconhece sua dedicação como crucial para a manutenção da memória histórica do Grupo Bandeirantes.
Raízes de uma família influente
Maria Leonor era filha de João Jorge Saad, um dos maiores nomes da comunicação brasileira, e de Maria Helena de Barros Saad (1928-1996). Ela também era irmã de João Carlos Saad, atual presidente do grupo, e de Ricardo, Marisa e Márcia Saad. Sua família sempre esteve profundamente ligada à história da Band, desde a fundação até os desafios e conquistas que marcaram décadas de atuação no setor.
Embora nascida em um berço influente, Nonô sempre preferiu manter um perfil mais discreto. Apesar disso, seu trabalho foi notável e indispensável para os avanços da emissora. Seu nome carrega respeito e admiração, tanto dentro da empresa quanto no mercado de comunicação.
Despedida comovente
O velório de Maria Leonor está sendo realizado nesta segunda-feira (10), no Funeral Morumbi, localizado na zona sul de São Paulo, das 7h às 13h. Amigos, familiares e colegas de trabalho têm a oportunidade de prestar suas últimas homenagens àquela que, de forma discreta, foi um pilar para a história da Band.
Nas redes sociais, mensagens de carinho e condolências começaram a surgir assim que a notícia foi confirmada. Entre os tributos, destaca-se o reconhecimento pelo papel de Nonô em preservar a memória da emissora e por sua dedicação à comunicação brasileira.
Um momento de reflexão
A morte de Maria Leonor de Barros Saad deixa uma lacuna não apenas em sua família, mas também no Grupo Bandeirantes e no setor de comunicação como um todo. Sua trajetória nos lembra da importância de valorizar o passado enquanto se constrói o futuro.
Em tempos em que a memória corporativa é muitas vezes negligenciada, o trabalho de Nonô em preservar os arquivos históricos da Band serve como exemplo de responsabilidade e respeito às raízes. Ela deixa um legado que vai muito além dos laços familiares, inspirando profissionais da comunicação e reforçando o papel da memória na construção de uma identidade sólida.
Maria Leonor nos deixa aos 76 anos, mas seu impacto permanecerá vivo, refletido nos projetos que ela ajudou a construir e nos valores que defendeu ao longo de sua vida.