Morre Eduardo Meirelles; veja quem foi o jornalista e biógrafo de Lucélia Santos

A morte do jornalista Eduardo Meirelles, aos 30 anos, causou grande comoção entre amigos, colegas de profissão e pessoas que acompanharam sua trajetória. Ele morreu na madrugada desta quarta-feira (29), no Rio de Janeiro. Até o momento, a causa da morte não foi divulgada pela família ou por pessoas próximas.

Além do trabalho como repórter, Eduardo também deixou sua marca no meio literário. Em 2022, lançou a biografia “Lucélia Santos – Coragem Para Lutar”, obra que retrata a vida, a carreira e a atuação política da atriz conhecida mundialmente pelo papel de Isaura na novela A Escrava Isaura. O livro reuniu relatos de diversas personalidades e marcou um momento importante na carreira do jornalista.

A notícia da morte foi recebida com muita tristeza por Lucélia Santos, que fez uma homenagem emocionante nas redes sociais. Em uma publicação, a atriz falou sobre a amizade que os dois construíram durante os anos em que trabalharam juntos.

“Meu querido amado amigo Duda, Eduardo Meirelles. Quanta vida! Quanta paixão você sempre teve em tudo o que fez e criou por aqui”, escreveu a atriz. Ela ainda disse que custava acreditar na perda do amigo e desejou que ele seguisse em paz. “Voa, Duda, com os anjos e a Paz. Te amo eternamente. Estaremos juntos eternamente”, completou.

Natural de Luziânia, em Goiás, cidade localizada no Entorno do Distrito Federal, Eduardo Vieira de Lima Meirelles se formou em Jornalismo pela Universidade de Brasília (UnB). Ainda durante a faculdade, já demonstrava interesse por questões sociais e pela participação política. Ele esteve envolvido em movimentos estudantis e ocupou cargos de representação dentro da universidade.

Ao longo desse período, também atuou como voluntário da Anistia Internacional. Participou do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da UnB, foi diretor do Centro Acadêmico de Comunicação Social e integrou ações ligadas à União Nacional dos Estudantes (UNE), defendendo principalmente estudantes de baixa renda e o acesso à educação.

Na carreira profissional, Eduardo acumulou experiências em diferentes áreas da comunicação. Trabalhou como assessor de imprensa no Senado Federal e também integrou a equipe de redação do portal Poder360, onde participou da cobertura de temas políticos e nacionais.

Em 2019, decidiu direcionar parte do seu trabalho para causas ambientais e para a defesa dos povos indígenas. Foi nesse período que apresentou o podcast Seguir Esperneando, produzido pela Revista Xapuri. O programa discutia temas ligados ao meio ambiente, direitos humanos e preservação da natureza.

Foi justamente durante esse projeto que Eduardo conheceu Lucélia Santos. A afinidade entre os dois cresceu rapidamente e acabou dando origem à ideia de escrever uma biografia da atriz. O trabalho levou meses de pesquisa, entrevistas e coleta de documentos até ser concluído.

Lançado em 2022 pela editora Telha, o livro celebrou os 50 anos de carreira de Lucélia Santos. A obra relembra momentos importantes da vida artística da atriz, mas também destaca sua atuação em movimentos sociais e ambientais. O projeto ainda reúne depoimentos de nomes conhecidos como Betina Vianny, Cristina Pereira, Carlos Minc, Zezé Weiss, Angela Mendes, Gomercindo Rodrigues, Sônia Guajajara, Luiza Erundina, Matheus Nachtergaele, Fernando Gabeira e Pedro Neschling.

A morte precoce de Eduardo Meirelles encerra uma trajetória marcada pelo jornalismo, pela defesa de causas sociais e pelo compromisso com temas ligados aos direitos humanos. Amigos, colegas e admiradores seguem prestando homenagens nas redes sociais, lembrando não apenas do profissional dedicado, mas também da pessoa apaixonada pelo que fazia e pelas causas que escolheu defender.



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