Michelle ou Flávio? Nova pesquisa Atlas revela disputa dentro do eleitorado bolsonarista

Uma pesquisa divulgada nesta quinta-feira (2) pela Atlas/Bloomberg mostrou que os brasileiros estão divididos diante da polêmica envolvendo a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O levantamento analisou como a população reagiu às declarações feitas por Michelle nas últimas semanas e revelou que não existe um consenso sobre quem tem razão no episódio.

Segundo os dados, a maioria dos entrevistados acompanhou o caso. Cerca de 78% afirmaram que assistiram ou tiveram acesso ao vídeo publicado por Michelle Bolsonaro no dia 24 de junho. Na gravação, a ex-primeira-dama afirmou que foi maltratada e desrespeitada por Flávio Bolsonaro, o que rapidamente repercutiu nas redes sociais e também entre lideranças políticas. Já outros 22% disseram que não chegaram a ver o vídeo ou sequer tiveram conhecimento do conteúdo.

Entre as pessoas que assistiram à gravação, 38,3% afirmaram concordar mais com a versão apresentada por Michelle. Enquanto isso, 20,6% disseram apoiar o posicionamento do senador Flávio Bolsonaro. Há ainda um grupo de 21,4% que acredita que ambos têm razão em parte, mostrando que muita gente prefere enxergar o episódio de forma mais equilibrada. Outros 19,6% não souberam responder ou preferiram não opinar.

Quando o levantamento considera apenas os eleitores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o cenário muda bastante. Nesse grupo específico, Flávio Bolsonaro aparece com vantagem. Ao todo, 43,2% dos entrevistados disseram concordar mais com o senador. Já Michelle recebeu o apoio de 17,3% desse eleitorado. O resultado indica que, mesmo dentro da base bolsonarista, as opiniões sobre o caso não são unânimes, embora Flávio tenha uma vantagem mais expressiva.

Outro ponto avaliado pela pesquisa foi a credibilidade das declarações feitas pela ex-primeira-dama. Os entrevistados responderam se acreditavam ou não nas afirmações de Michelle, que declarou ter sido desrespeitada pelo senador durante o episódio.

No cenário geral, 59,6% afirmaram acreditar no relato de Michelle Bolsonaro. Por outro lado, 29,3% disseram não confiar nas declarações da ex-primeira-dama. O restante ficou indeciso ou preferiu não responder ao questionamento feito pelos pesquisadores.

Já entre os eleitores de Jair Bolsonaro, o resultado segue um caminho diferente. Nesse grupo, 54,6% afirmaram não acreditar nas falas de Michelle. Em contrapartida, 29,9% disseram confiar na versão apresentada por ela. Os números mostram que o episódio acabou provocando interpretações diferentes até mesmo entre pessoas que compartilham do mesmo campo político.

A divulgação da pesquisa acontece em um momento em que os desdobramentos envolvendo integrantes da família Bolsonaro continuam chamando atenção do público. Nas últimas semanas, o assunto gerou uma intensa movimentação nas redes sociais, impulsionando debates entre apoiadores, opositores e analistas políticos. O caso também ganhou espaço em programas de televisão, sites de notícias e plataformas digitais.

A pesquisa Atlas/Bloomberg foi realizada entre os dias 26 e 30 de junho. Ao todo, foram ouvidos 4.999 eleitores por meio de recrutamento digital aleatório. Segundo os responsáveis pelo levantamento, a margem de erro é de um ponto percentual, para mais ou para menos, enquanto o nível de confiança da pesquisa é de 95%.

Como determina a legislação eleitoral, o estudo foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-04582/2026. Os dados oferecem um retrato da percepção dos brasileiros sobre um episódio que ganhou destaque no cenário político nacional e que continua gerando discussões tanto entre apoiadores quanto entre críticos do grupo ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro.



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