MG: Em uma semana, leoa branca e chimpanzé morrem em zoo de Belo Horizonte

Tragédias no Zoológico de Belo Horizonte: A Perda de Animais que Comoveu a Cidade

Recentemente, o zoológico de Belo Horizonte, localizado em Minas Gerais, enfrentou uma fase bastante dolorosa com a perda de dois animais importantes em um intervalo de apenas uma semana. Estes eventos trágicos trouxeram à tona questões sobre o bem-estar dos animais e o manejo em zoológicos, além de gerar uma onda de comoção entre os visitantes e a população em geral.

A Morte da Leoa Branca, Pretória

A primeira perda foi a da leoa branca, conhecida como Pretória, que tinha apenas 14 anos. Ela faleceu na terça-feira, dia 11 de outubro, após sofrer uma parada cardiorrespiratória durante um procedimento de anestesia para um tratamento dentário. Esse tipo de situação é mais comum do que se imagina, e gera muitas preocupações. No dia anterior, o leão branco Mafu, que chegou ao zoológico juntamente com Pretória, também passou pelo mesmo procedimento, mas, felizmente, ele se recuperou bem.

A Trágica Saída da Chimpanzé Kelly

Um dia após a morte de Pretória, a chimpanzé Kelly, que estava sob observação em quarentena desde sua chegada, também faleceu. Kelly tinha vindo de um zoológico em Sorocaba, em São Paulo, e estava recebendo tratamento devido a complicações em seu útero. Infelizmente, ao ser anestesiada para exames, ela não conseguiu resistir. A coincidência das duas mortes em um curto espaço de tempo deixou os responsáveis pelo zoológico e a comunidade em estado de choque.

Reação da Comunidade e Transparência

O Prefeito de Belo Horizonte, Álvaro Damião, comentou sobre a situação, enfatizando a necessidade de esclarecer os motivos por trás dessas mortes. Ele destacou que a perda de animais de grande porte, como leões e chimpanzés, gera uma comoção muito maior, e que o compromisso da administração é manter a transparência nesse processo. Damião também mencionou que, após a morte de Pretória, Mafu será ainda mais observado, com a possibilidade de realocação para outro zoológico onde haja uma fêmea, ou então, a vinda de uma nova fêmea para o zoo de BH.

Estatísticas de Mortalidade no Zoológico

Nos últimos cinco anos, a média de mortes de animais no zoológico gira em torno de 48 por ano. Curiosamente, 2025 foi um ano em que o número de óbitos foi consideravelmente menor, com apenas 35 mortes registradas. Contudo, essa média ainda levanta questões sobre a saúde e o manejo dos animais, especialmente considerando que em junho deste ano, o elefante Jamba, de 29 anos, também faleceu devido a problemas articulares. Ele estava sendo tratado por instituições renomadas, como a Escola de Veterinária da UFMG e o Zoológico do Oregon.

O Impacto na Comunidade

O zoológico de Belo Horizonte recebe cerca de 40 mil visitantes todos os meses, e essas perdas têm um impacto significativo na relação da comunidade com o parque. Os zoológicos desempenham um papel importante na educação e conscientização sobre a vida selvagem, e a morte de animais pode afetar a percepção do público sobre a segurança e o cuidado com os animais.

A CNN Brasil entrou em contato com a Fundação de Parques Municipais e Zoobotânica (FPMZB) para obter mais informações sobre as mortes e está aguardando um retorno. Certamente, essa situação exige uma reflexão profunda sobre como os zoológicos podem melhorar seus protocolos de cuidado e garantir a saúde e bem-estar de todos os animais sob sua responsabilidade.

Considerações Finais

As perdas de Pretória e Kelly são um lembrete triste de que, apesar dos esforços, os desafios na manutenção da saúde de animais em cativeiro são muitos. É fundamental que os responsáveis pelos zoológicos trabalhem com total transparência e busquem sempre melhorar os cuidados e tratamentos oferecidos aos animais, para evitar que tragédias como essas se repitam no futuro.



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