O que era pra ser só mais uma viagem tranquila entre Brasília e Rio de Janeiro acabou virando um pequeno transtorno na noite da última quinta-feira (19). Dois nomes de peso do Supremo Tribunal Federal, os ministros André Mendonça e Luiz Fux, estavam entre os passageiros de um voo que simplesmente não saiu do chão.
A aeronave, operada pela LATAM Airlines Brasil, faria o trajeto entre a capital federal e o Aeroporto Santos Dumont. Era o voo LA3796, programado para a noite. Só que, já com todo mundo praticamente pronto pra decolar, veio a decisão da tripulação: cancelar.
E aí começa aquele cenário que muita gente conhece bem — passageiro levantando, pegando mala, tentando entender o que aconteceu. Não teve jeito, todo mundo teve que descer da aeronave e buscar outras alternativas. Uns reclamaram, outros só aceitaram, porque né… viagem aérea no Brasil às vezes é isso mesmo.
Os ministros tinham passado o dia inteiro em sessões no STF, aquelas longas, cheias de debates e votos importantes. A ideia era seguir para o Rio ainda na mesma noite, mas o plano foi por água abaixo. Mesmo assim, a situação foi sendo resolvida aos poucos.
No caso de Mendonça, ele conseguiu embarcar em outro voo ainda durante a noite. Chegou ao Rio a tempo de cumprir agenda logo cedo, inclusive participando de um evento na Ordem dos Advogados do Brasil, seção do Rio de Janeiro. Pelo que se comenta, a palestra aconteceu normalmente, sem grandes atrasos — o que já é quase um milagre nesses casos.
Já Fux também chegou ao destino com segurança, mas a agenda dele não foi divulgada. Ficou meio no ar o que ele faria na cidade, embora seja comum compromissos institucionais ou pessoais nessas viagens.
Agora, o ponto que gerou mais dúvida foi o motivo do cancelamento. Inicialmente, se falou em problema técnico na aeronave. Aquela história que sempre deixa passageiro com um pé atrás. Mas a companhia aérea tratou de esclarecer a situação.
Segundo a LATAM, não houve falha mecânica nem tentativa de decolagem interrompida, como chegou a circular em alguns relatos. O que aconteceu, na verdade, foi uma decisão preventiva. A aeronave precisou passar por inspeção após um possível choque com ave — o famoso “bird strike” — ocorrido em um voo anterior.
Pra quem não está acostumado com o termo, esse tipo de colisão não é tão raro assim na aviação. E, mesmo quando não há danos aparentes, o protocolo exige checagens bem rigorosas. Ou seja, melhor atrasar (ou cancelar) do que correr qualquer risco.
A empresa ainda destacou que todo o processo aconteceu antes mesmo do chamado pushback, que é aquela manobra inicial quando o avião começa a se mover pra pista. Em outras palavras: nem chegou perto de decolar.
Enquanto isso, os passageiros foram sendo realocados em outros voos, recebendo assistência conforme previsto. Claro, sempre tem quem ache pouco, quem reclame — e com razão em muitos casos — mas, pelo menos dessa vez, não houve maiores complicações.
A assessoria do STF até foi procurada pra confirmar a presença de Mendonça no voo, mas não respondeu até o fechamento das informações. Então, ficou aquele silêncio padrão de bastidores.
No fim das contas, apesar do susto leve e do atraso, tudo terminou bem. Ninguém se feriu, os ministros chegaram ao destino e a situação serviu mais como um lembrete de como a aviação leva segurança a sério — mesmo que isso signifique bagunçar completamente os planos de muita gente.