“A frase ‘A gente nunca deve desistir’, que poderia soar clichê se dita por outra pessoa, ganha profundidade vinda de Iraci Feitosa da Silva, de 67 anos, e resume a emocionante jornada dela e de seu filho, o vigilante acreano Francisco Josenildo da Silva Marreira Tigre. Dos seus 48 anos de vida, Josenildo passou 34 anos desaparecido, separado da sua família biológica e, especialmente, da mãe que, mesmo após três décadas, nunca abandonou a esperança de reencontrá-lo.
A história teve início com o assassinato do pai de Josenildo em Rio Branco, em 1983. Na época, ele tinha apenas 11 anos e foi sequestrado enquanto vendia salgados. Ele era o mais velho entre os sete filhos da técnica de enfermagem aposentada Iraci Feitosa da Silva, que tinha 31 anos quando ele desapareceu.