A história de Clarice Cardoso, lá de Bacabal, no Maranhão, tem mexido com muita gente nas redes sociais nesses últimos meses. Mãe de dois pequenos, Ágatha Isabelly, de apenas 6 anos, e Allan Michael, de 4, ela vive um verdadeiro pesadelo desde o dia 4 de janeiro, quando as crianças simplesmente desapareceram sem deixar pistas claras. Já são quase três meses e, até agora, nada de concreto apareceu, o que só aumenta a dor e a angústia da família.
Sem saber mais o que fazer, Clarice resolveu usar a internet como uma espécie de última esperança. Quem acompanha Facebook, Instagram ou até grupos de WhatsApp já deve ter visto as fotos das crianças circulando por aí. Ela mesma posta, compartilha, pede ajuda… tudo o que pode. Na terça-feira (24), por exemplo, fez um desabafo que acabou tocando muita gente: “Me ajudem a encontrar meus filhos, compartilhem o máximo que vocês puderem”. A publicação rodou bastante, teve curtidas, comentários, gente tentando ajudar, mas infelizmente nenhuma informação concreta surgiu até agora.
E isso é o que mais dói. Porque não é falta de mobilização, sabe? Pelo contrário. Amigos, vizinhos e até pessoas que nem conhecem a família entraram nessa corrente. Só que, na prática, as pistas que aparecem acabam não levando a lugar nenhum. É tipo aquele sentimento de esperança que vem e vai embora rápido demais.
Em uma entrevista recente, Clarice contou algo que chamou atenção. Segundo ela, surgiu uma informação de que um suspeito teria atravessado o rio que corta a cidade com as crianças. Só que ela mesma ficou com medo de divulgar isso antes, com receio de atrapalhar as investigações. “A polícia falou que estavam atrás dessa pessoa, mas não encontraram”, disse. Dá pra perceber que ela fica dividida, né? Entre falar tudo o que sabe e confiar no trabalho das autoridades.
Enquanto isso, a polícia civil segue investigando o caso. As buscas continuam, principalmente em áreas próximas ao rio e regiões de mata, que são comuns ali na região. Equipes de resgate já foram acionadas, voluntários ajudam como podem e até perícias foram feitas. Mas, até o momento, nenhum rastro claro das crianças foi encontrado. É como se tivessem sumido no ar, o que deixa tudo ainda mais estranho.
Outro ponto que gerou comentários foi o primo que estava com Ágatha e Allan no dia do desaparecimento. Ele foi encontrado dias depois e prestou depoimento normalmente. Pelo que foi divulgado, não existe nenhuma acusação formal contra ele. Mesmo assim, muita gente nas redes sociais começou a especular, como sempre acontece em casos assim. Só que a investigação segue outro caminho, descartando a hipótese de que as crianças tenham saído por vontade própria.
Com o passar dos dias — e agora já entrando no terceiro mês — o clima é de pura tensão. Clarice e a família não pararam. Eles continuam distribuindo cartazes pela cidade, colando em postes, comércios, onde for possível. Também criaram um canal no WhatsApp pra receber qualquer informação, mesmo que pareça pequena ou sem importância. Às vezes, é um detalhe bobo que pode mudar tudo, né?
O mais impressionante é a força dessa mãe. Mesmo claramente abalada, ela não desiste. Em meio a tanta dor, ainda encontra energia pra continuar pedindo ajuda, insistindo, acreditando. E quem vê de fora, mesmo sem conhecer pessoalmente, acaba se envolvendo também.
No fim das contas, o que fica é essa mistura de esperança e desespero. A qualquer momento pode surgir uma pista, uma informação nova, algo que finalmente leve até Ágatha e Allan. Enquanto isso não acontece, Bacabal segue apreensiva… e uma mãe segue lutando, do jeito que dá, pra trazer seus filhos de volta pra casa.