A morte da pequena Helena, de apenas 10 meses, continua sendo investigada pela Polícia Civil e tem causado muita comoção em Fortaleza, no Ceará. Novas informações divulgadas durante a investigação mostram que o homem preso no caso não era padrasto da menina, como chegou a ser informado no início. Segundo o depoimento da própria mãe da criança, ele era apenas um “ficante”, com quem ela havia começado a se relacionar poucos dias antes da tragédia.
De acordo com o relato prestado aos policiais, ela conheceu o suspeito recentemente e, na noite do ocorrido, foi até o apartamento dele para participar de uma festa. A mulher contou que levou Helena junto e que, em determinado momento da reunião, percebeu que a bebê não estava bem. Ela disse que acreditou, naquele instante, que a filha estivesse engasgada, já que a criança começou a apresentar sinais de mal-estar.
Sem perder tempo, Helena foi socorrida e levada para uma unidade de saúde. Apesar dos esforços da equipe médica, a menina não resistiu e morreu pouco tempo depois. A morte da bebê deu início a uma investigação que, conforme os dias foram passando, revelou detalhes que aumentaram ainda mais a gravidade do caso.
Segundo informações divulgadas pela Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS), os médicos que atenderam Helena identificaram indícios compatíveis com violência sexual. Além dessa suspeita, a possibilidade de que a menina tenha sofrido asfixia também está sendo analisada pelos investigadores. No entanto, a polícia reforçou que somente os laudos da Perícia Forense poderão confirmar exatamente qual foi a causa da morte.
Depois do atendimento médico e das primeiras diligências, os policiais prenderam o homem que estava com a mãe da criança e também um primo dele. Os dois foram levados para a Delegacia de Combate à Exploração da Criança e do Adolescente (Dececa), responsável por conduzir as investigações. Conforme informou a SSPDS, ambos apresentavam sinais de embriaguez quando foram abordados pelas equipes policiais.
A investigação segue em andamento e a Polícia Civil trabalha para entender, minuto a minuto, o que aconteceu dentro do apartamento naquela noite. Os investigadores acreditam que os depoimentos da mãe da bebê e também de um tio da criança serão decisivos para esclarecer a sequência dos fatos e identificar qual foi a participação de cada uma das pessoas envolvidas.
Os policiais também aguardam o resultado dos exames periciais, considerados fundamentais para responder perguntas que ainda permanecem sem resposta. A expectativa é que esses documentos apontem se houve violência, como ela ocorreu e qual foi, de fato, a causa da morte da menina.
Enquanto isso, familiares e amigos vivem dias de muita tristeza. O corpo de Helena foi sepultado na terça-feira (14), em um clima de forte emoção. Durante o velório, a mãe da bebê passou mal diante da despedida da filha e chegou a desmaiar, sendo amparada pelas pessoas que estavam presentes no local.
O caso continua repercutindo bastante nas redes sociais e também na imprensa, principalmente pela idade da vítima e pelas circunstâncias que cercam a investigação. Muitas pessoas acompanham o desenrolar das apurações na expectativa de que todos os fatos sejam esclarecidos o mais rápido possível.
Até o momento, a Polícia Civil destaca que nenhuma hipótese foi descartada. As autoridades seguem reunindo provas, ouvindo testemunhas e analisando os resultados da perícia para concluir o inquérito. Somente após a finalização dessa etapa será possível determinar oficialmente as responsabilidades e adotar as medidas previstas pela Justiça. A investigação permanece em andamento e novas informações poderão ser divulgadas conforme o avanço dos trabalhos policiais.