A mais nova pesquisa divulgada nesta quarta-feira mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva Luiz Inácio Lula da Silva ainda aparece na frente quando o assunto é primeiro turno da eleição presidencial de outubro. Mas o cenário começa a ficar mais embolado quando a conversa vira segundo turno. Segundo levantamento do instituto Atlas, feito para a Bloomberg, Lula lidera na largada, porém aparece numericamente atrás do senador Flávio Bolsonaro Flávio Bolsonaro e também do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas Tarcísio de Freitas, nas simulações finais — ainda que tudo esteja dentro da margem de erro.
No primeiro turno, Lula oscila entre 45% e 47% das intenções de voto nos cenários em que Flávio é adversário direto. Já o filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro Jair Bolsonaro aparece variando de 33% a 40%. É uma diferença confortável? Até certo ponto, sim. Mas não chega a ser uma goleada, principalmente levando em conta o clima político atual, com debates acalorados nas redes sociais e críticas constantes ao governo.
Num dos cenários testados, Lula marca 45%, enquanto Flávio soma 38%. O governador de Goiás, Ronaldo Caiado Ronaldo Caiado, aparece com 5%. Já o governador de Minas Gerais, Romeu Zema Romeu Zema, tem 4%. Renan Santos Renan Santos surge com 3%, e Aldo Rebelo Aldo Rebelo fecha a lista com 1%.
Quando o nome do PSD muda e entra o governador do Paraná, Ratinho Jr. Ratinho Jr., Lula continua com 45%. Flávio cresce para 40%. Ratinho e Zema empatam com 4% cada. O restante permanece praticamente igual. Já em outro cenário, com o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite Eduardo Leite, Lula fica nos mesmos 45%, Flávio marca 39% e Zema sobe para 6%. É um tabuleiro que muda pouco, mas muda.
Quando Tarcísio entra oficialmente como candidato, o desenho também sofre ajustes. Em uma simulação com ele e Caiado na disputa, Lula alcança 47%, Flávio cai para 33% e Tarcísio aparece com 7%. Porém, se Tarcísio assume o posto principal do campo bolsonarista no lugar de Flávio, o jogo aperta mais: Lula tem 43% e o governador paulista soma 36%. Zema vai a 9% e Caiado registra 5%.
Agora, é no segundo turno que a história fica mais interessante — e mais tensa. Lula aparece 0,1 ponto atrás de Flávio. Parece nada, e de fato é quase nada. Flávio marca 46,3%, enquanto Lula soma 46,2%. Considerando a margem de erro de 1 ponto percentual para mais ou para menos, os dois estão tecnicamente empatados. Mesmo assim, o dado chama atenção porque, em dezembro, Lula tinha 53% contra 41% do senador. Houve uma queda considerável.
Contra Tarcísio, o presidente também surge numericamente atrás: 47,1% para o governador contra 45,9% de Lula. De novo, empate técnico. Mas politicamente falando, o simbolismo pesa. Em dezembro, Lula estava com 49% nesse cenário.
A pesquisa também mediu a avaliação do governo. Hoje, 48,4% consideram a gestão ruim ou péssima. Em janeiro era praticamente o mesmo número. Já os que avaliam como ótimo ou bom caíram de 47,1% para 42,7%. Enquanto isso, cresceu o grupo que classifica como regular: 8,9%.
Na aprovação geral, 51,5% dizem desaprovar Lula, enquanto 46,6% aprovam. Os números mostram um país dividido, algo que já virou rotina desde as últimas eleições.
O Atlas ouviu 4.986 pessoas pela internet entre 19 e 24 de fevereiro. A margem de erro é de um ponto percentual. Outubro ainda está longe, mas o clima, como se diz por aí, já esquentou — e muito.