Ludmilla vira alvo de novos ataques racistas nas redes sociais

A cantora carioca Ludmilla, de 28 anos, mais uma vez tornou-se alvo de constantes ataques racistas nas redes sociais desde o último domingo (19), um dias antes em que se comemora o Dia da Consciência Negra, que é celebrado nesta segunda-feira, 20 de novembro. Para proteger a funkeira, fãs de todos os cantos levaram a hashtag “Ludmilla Merece Respeito” aos tópicos mais comentados da plataforma X (antigo Twitter) e manifestaram suas indignações com os ataques direcionados à artista.

De acordo com informações repassadas, as ofensas seriam de fãs da cantora mexicana Kenia, que deixou de seguir a brasileira nas redes sociais há pouco tempo, assim como Ludmilla também parou de segui-la. Alguns internautas de plantão chegaram a associar que a atitude de Ludmilla teria vindo após Kenia publicar uma foto com Anitta, com quem a dona dos hits “Maldivas” e “Cheguei”, tem um desafeto mal resolvido do passado.

Com a troca de ‘unfollows’, Ludmilla passou a ser atacada pelos adeptos da mexicana, até mesmo com frases e fotos racistas, o que provocou indignação e revoltas nos brasileiros. Em um comentário no X, um internauta disse: “Estamos no Dia da Consciência Negra e uma das maiores artistas brasileiras está sofrendo ataques racistas nas redes sociais. Não é a primeira vez e não vai ser a última. Infelizmente nas redes sociais, por mais que a gente denuncie, as contas não caem e isso demonstra como essas plataformas online corroboram para essa violência com a qual nós negros sofremos diariamente”.

A parlamentar, Renata Souza, do PSOL, também fez questão de deixar seu parecer sobre o caso nas redes. “Às vésperas do dia da consciência negra, a cantora Ludmilla voltou a receber ataques racistas nas redes sociais. Queremos que Ludmilla e todo povo preto sejam respeitados pessoalmente e profissionalmente. Racistas não passarão! Vidas Negras Importam!”

Ludmilla se pronuncia após ser vítima de racismo em mês de orgulho negro: ‘Ódio gratuito’

Diante o exposto, a cantora usou as redes sociais e comentou em público pela primeira vez desde a repercussão de ataques racistas que sofreu às vésperas do Dia da Consciência Negra. Nesta segunda-feira (20), a funkeira lamentou que um feriado que seria comemorado à comunidade negra brasileira tenha sido marcado por mais um exemplo de intolerância.

“Mais um Dia da Consciência Negra no Brasil, mais um ano em que, na teoria, o mês de novembro faz com que o mundo nos olhe e ouça mais. Acontece que, na prática, veio à tona, nos últimos dias, um recorte do racismo que sofro em minha rotina, principalmente depois que me tornei artista. Um ódio gratuito jogado em mim por perfis racistas fingindo ser fãs, que nem de longe lembram o público que gosta de música de verdade. Minha equipe jurídica já está em ação para identificar os responsáveis por esta enxurrada de ataques, assim como a equipe da plataforma, que já foi acionada e já excluiu os posts denunciados. Não dá mais para eu ter que responder por algo que fizeram comigo. Quem tem que falar ou mostrar a cara é quem faz isso, assim, impunimente. Exausta é pouco, mas não vou recuar – continuarei existindo e brilhando, doa a quem doer – e mais uma vez deixo aqui registrado: não há o que celebrar no dia 20 de novembro. Vocês não vão me parar, seus filhos da p*ta”, anunciou a funkeira em suas redes.



Recomendamos